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Política

Apoio ao resultado das eleições contraria Flávio Bolsonaro

Aliados e partidos lamentam fuga e carta de Flávio, reafirmando respeito à vitória de Lula no 2º turno

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Apoio ao resultado das eleições contraria Flávio Bolsonaro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Divulgação

Aliados e ex-aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) reforçaram nesta semana apoio ao resultado das eleições presidenciais de 2026 e criticaram a postura do parlamentar após sua recusa em reconhecer a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

Os posicionamentos se intensificaram após a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e a divulgação de uma carta golpista, na qual ele se autoproclamou presidente eleito, líder do Brasil e da oposição.

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Reações dos partidos

O União Brasil, que compõe a base de apoio da campanha de Bolsonaro, emitiu nota oficial assinada pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda. No texto, o partido destaca a legitimidade das eleições e reforça a importância do respeito à decisão dos eleitores.

“O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas”, diz o documento.

A nota ainda salienta que a eleição de 25 de outubro ocorreu com lisura e que seu resultado deve ser respeitado.

O MDB também manifestou apoio à legitimidade do processo eleitoral. Por meio de publicação nas redes sociais, a legenda, cujo grupo apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha, afirmou confiar no sistema eleitoral brasileiro e no resultado do pleito realizado no último domingo.

“O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, declarou a sigla.

Além disso, o PL, partido de Flávio Bolsonaro e de outros membros de sua família, oficializou o reconhecimento da vitória de Lula.

Posições individuais contrárias a Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, admitiu publicamente que não há provas de fraude nas eleições do segundo turno.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), outro aliado de Flávio, divulgou nota neste 29 de outubro enfatizando o respeito ao resultado das urnas e a necessidade de responsabilidade para a construção de uma oposição forte.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou Tarcísio.

Até mesmo o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, igreja frequentada por Flávio em Brasília, se posicionou nas redes sociais em defesa do resultado eleitoral.

“As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue! Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil”, declarou o pastor em 28 de outubro.

Críticas à postura de Flávio no exterior

Renan Santos, ex-candidato à Presidência pelo partido Missão, criticou a decisão de Flávio Bolsonaro de liderar a oposição a partir dos Estados Unidos, afirmando que a atitude não traz benefícios ao Brasil.

Para Renan, Flávio tenta imitar o modelo de Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela, mas em contexto diferente, pois o PL permanece ativo no Brasil.

“Ele optou por não lutar aqui, e a verdade precisa ser dita: quando você acredita em algo, você luta na tua terra. Ele não quis lutar, a nossa terra não era boa o suficiente, ele vai lutar direto da Flórida”, afirmou Renan.

O ex-candidato disse não acreditar que a iniciativa represente risco institucional, mas qualificou a atuação política no exterior como uma “oposição EAD”.

“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações”, declarou.

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O texto contou com a colaboração do jornalista Luciano Nascimento.

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