Profissionais da Epagri são finalistas do Prêmio Mulher Acelor Mittal


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Uma pesquisadora e uma extensionista da Epagri são finalistas do 2º Prêmio Mulher Acelor Mittal, que tem o propósito de valorizar e estimular as ações de mulheres de Santa Catarina e do Espírito Santo que buscam construir um mundo melhor. As duas profissionais da Epagri foram classificadas na categoria Público, destinada às servidoras das esferas municipal, estadual ou federal. As vencedoras do prêmio serão anunciadas no dia 5 de maio, em cerimônia no Espírito Santo. O 2º Prêmio Mulher Acelor Mittal teve 297 projetos inscritos e 37 finalistas.

Janaína Pereira dos Santos, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Caçador, é finalista com os projetos Armadilhas artesanais para captura de insetos-praga: custos e divulgação da técnica; e Conhecendo e aprendendo sobre biodiversidade: Epagri de portas abertas.

Armadilhas artesanais

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE NewsProjeto armadilhas artesanais para captura de insetos-praga

A construção de armadilha artesanais para captura de insetos-praga está fundamentada na agricultura sustentável. A pesquisadora percebeu que o custo elevado e a indisponibilidade de armadilhas desse tipo no mercado são entraves que dificultam a aquisição do artefato pela população em geral. Por isso, ela idealizou o projeto para desenvolver armadilhas artesanais de baixo custo e fácil confecção, utilizando materiais acessíveis, resistentes e eficazes.

 “Os principais impactos socioambientais gerados por essa inovação incluem a manutenção da biodiversidade natural dos ecossistemas no qual essas armadilhas são usadas, a redução nas aplicações de agrotóxicos e nos custos de produção”, esclarece Janaína. Ela relata que dados de 2021 demonstram que os dois modelos de armadilhas artesanais desenvolvidos por ela são capazes de proporcionar uma economia aos agricultores de até R$ 1.429,07 mensais por hectare e de aproximadamente R$ 17.300,00 por hectare a cada ano.

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Aprendendo sobre biodiversidade

O projeto Conhecendo e aprendendo sobre biodiversidade: Epagri de portas abertas, orienta os visitantes da Estação Experimental da Epagri em Caçador sobre a importância dos artrópodes, desde os que são pragas na agricultura e os que transmitem doenças, até os que que são benéficos ao homem e à natureza. No museu entomológico da unidade são fornecidas informações sobre a preservação de insetos na natureza, educação ambiental, agricultura ecológica sustentável e o uso de boas práticas agronômicas advindas de tecnologias aprimoradas e desenvolvidas em pesquisas na área de entomologia.

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Até dezembro, 42 escolas de Caçador e cerca de 50 escolas das redes estadual, municipal e particulares de Santa Catarina já haviam conhecido o projeto. Além de estudantes do ensino fundamental e médio, também são público-alvo da proposta agricultores, professores, universitários, alunos de pós-graduação, pesquisadores e a comunidade em geral.

Janaína relata que um de seus principais objetivos com a inscrição no prêmio era divulgar suas propostas com objetivo de que elas atinjam o maior número de pessoas possível, para que elas possam se beneficiar das técnicas que desenvolve. Ela destaca que ser finalista de um prêmio como esse, dedicado às mulheres, é de suma importância para o reconhecimento de seu trabalho na Epagri. “Já são 18 anos de pesquisa, fazendo essa difusão das tecnologias que desenvolvemos”, pontua ela.

Ação mulheres

A extensionista Marcia da Rosa Gomes, coordenadora do Programa Capital Humano e Social da Epagri, é finalista do prêmio com o projeto Ação mulheres rurais e do mar. O projeto instituiu o curso Flor-e-Ser para agricultoras e pescadoras do litoral catarinense, como atividade complementar para esse público, que já era trabalhado pela Epagri. Durante o curso, as mulheres desenvolvem um plano de negócio, que será executado pela participante com apoio de uma linha de crédito especial subsidiada pela Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina.

“Esta ação tem como diferencial o acompanhamento a estas mulheres pela equipe de extensionistas municipais da Epagri, antes, durante e depois do curso”, explica Marcia. “Como resultado, temos o fortalecimento das mulheres para o enfretamento que as questões de gênero as impõem no seu dia a dia, mulheres ocupando espaços importantes de decisão dentro das instituições ligadas à agricultura e pesca e sua valorização no âmbito familiar, tirando-as da invisibilidade social e institucional”, enumera a coordenadora da Epagri.

“Receber um prêmio dessa envergadura é um reconhecimento de um trabalho”, comemora Marcia. Ela destaca a importância de o setor privado reconhecer o trabalho de empresas públicas, mostrando que políticas públicas alinhadas a projetos educativos ajudam a construir uma sociedade mais justa para as mulheres.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista
(48) 3665-5147 / 99989-2992

Fonte: Governo SC

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