Com novo Neim, autoestima da comunidade do Morro do Céu se eleva


Antes as crianças do Morro do Céu tinham como opção três salas de atendimento na educação infantil, que foram reduzidas mais tarde para duas salas devido à precariedade do prédio, que abrigava o Núcleo de Educação Infantil Maria Rosa Pires.

Para brincar, os pequenos iam para a laje do edifício com mais de 30 anos de construção. Ou se deslocavam com as professoras até a Praça Celso Ramos.

A realidade mudou. A comunidade recebeu uma nova unidade educativa. A Prefeitura de Florianópolis construiu o Núcleo de Educação Infantil Municipal Professor Sérgio Grando, num investimento de R$ 4 milhões 239 mil.

As crianças do Neim Rosa Maria Pires já foram para esse espaço. São 36 pequenos de dois grupos mistos, formados por crianças de três e de quatro anos e de cinco e seis anos.

Em agosto, serão abertas inscrições para que outras famílias tenham os seus filhos atendidos no Neim que ganhou o nome do ex-prefeito da cidade.

As crianças, segundo a diretora da unidade, têm orgulho de estar nesse ambiente. “Os pais também nutrem desse sentimento”, diz Ana Lúcia. “A autoestima de todos se elevou. Todos não cansam de admirar, contemplar e usufruir do que a administração pública proporcionou à população da região”.

Relatos e choro de saudade da professora

Vilma Alice de Jesus é mãe da Laura, 3 anos e seis meses de idade. A pequena frequenta o Neim. “Eu acho essa creche maravilhosa, com esse belíssimo espaço.

Observa que quando vai buscar a filha, Laura vem contando até em casa, que é no Morro do Céu, o que ocorreu de novidade no dia dela no Neim. “Ela adora tudo, está encantada”. Micael, três anos de idade, também faz um relato para a mãe, Rosângela Lino da Silva, do que acontece no núcleo de educação infantil.

Segundo Rosângela, à noite, ele já está pensando no dia de amanhã, que vai encontrar a turminha dele e a professora.

A mãe confessa que Micael, muitas vezes, chora, de lágrimas, de saudade da professora Karine dos Santos. “A professora é uma querida”, diz Rosângela, moradora da comunidade de Nova Trento.

 Brincar é preciso

Dos humildes poucos metros quadrados de área da antiga instalação, hoje há 1.676 metros de qualidade, aponta o secretário de Educação Maurício Fernandes Pereira.

Só de recreação interna tem 90 m², enquanto a parte descoberta possui 200 m² com roda gigante, escorregador, balanço, cavalinhos e brinquedos para a criançada manusear na areia. 

“Devemos valorizar o ato de brincar na primeira infância”, salienta o secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira. “Trata-se de um momento de aprendizados pedagógicos, motores e sociais”, complementa. O Neim tem agora oito salas de atendimento.

Conforme o secretário de Educação, além dos 36 matriculados, o núcleo pode receber em torno de mais 120 crianças. “Tudo, porém, “irá depender da idade delas”.

O secretário explica que, em período normal, sem Covid, para as crianças de um, dois e três anos, o máximo é de 15 pessoas por sala, enquanto uma sala com crianças de quatro anos tem a lotação máxima de 20 pequenos.

Os maiores, de cinco e seis, que são os da pré-escola, sem pandemia, na sala deles, pode haver até 25 crianças.

Atendimento educacional especializado

A unidade educativa contará com sala multimeios para acompanhamento e atendimento educacional especializado voltado para crianças com deficiência e transtorno do espectro autista. Essa função é desempenhada por um professor de educação especial.

Há também no Neim Sérgio Grando sala de professores, refeitório, cozinha e área de serviço, área administrativa, solários e sanitários adulto, infantil e com acessibilidade.

Trajetória do ex-prefeito

Sérgio José Grando nasceu em 7 de março de 1950, no município de Veranópolis, na serra gaúcha. Em Santa Catarina residiu em Lages e em 1968 mudou-se com a família para Florianópolis.

Casou-se com Cleide Maria Marques Grando, socióloga e pedagoga, com quem teve dois filhos.

Graduou-se em matemática e física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fez pós-graduação em físico-química na mesma instituição. A partir da década de 1970 foi professor de ensino fundamental, médio e em de cursos preparatórios para vestibulares.

Lecionou Metodologia, pela Organização das Nações Unidas (ONU), visando à organização das disciplinas de Matemática e Física em Guiné Bissau, na África, de 1978 a 1980.

No pleito de 1982, elegeu-se vereador em Florianópolis. Em 1990, tornou-se deputado estadual e liderou a luta pela manutenção da capital em Florianópolis. No ano de 1992 ganhou a eleição para prefeito de Florianópolis.

Ao final da legislatura em 1996, foi escolhido em pesquisa realizada pelo Datafolha e Folha de São Paulo um dos melhores prefeitos do país. Ainda em sua gestão, Florianópolis obteve pela primeira vez o título “Capital da Qualidade de Vida”, conferido pela ONU.

Foi Diretor-Geral na Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), entre os anos de 2005 e 2007. Como suplente, assumiu uma cadeira como deputado estadual na 16ª Legislatura (2007-2011).

Chegou a presidir a Associação dos Licenciados de Santa Catarina (Alisc), entidade que originou o Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte).

Sérgio Grando faleceu aos 66 anos, em 31 de dezembro de 2016, em Florianópolis.

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