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Vigilância reforça combate à alimentação de pombos em BC

A Vigilância Sanitária de Balneário Camboriú promoveu, na manhã desta segunda-feira (23), uma nova mobilização para orientar a população sobre os perigos de alimentar pombos urbanos. A atividade ocorreu entre 9h e 11h30 na Praia Central, com distribuição de panfletos informativos a moradores, turistas e comerciantes da orla.

A iniciativa é coordenada pelo Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU) e integra um conjunto de ações permanentes para reduzir a presença dessas aves na cidade. Segundo o órgão, oferecer alimento aos pombos contribui diretamente para o aumento da população e agrava problemas sanitários.

Lei prevê multa para quem alimentar aves

Desde 15 de outubro de 2025, está em vigor a Lei Municipal nº 5.122, que regulamenta o manejo de pombos urbanos da espécie doméstica (Columba livia). A legislação proíbe práticas que incentivem a proliferação das aves em áreas públicas e privadas.

Quem descumprir a norma está sujeito a advertência formal e multa equivalente a uma Unidade Fiscal Municipal (UFM), atualmente fixada em R$ 431,54. Em caso de reincidência, o valor é aplicado em dobro.

De acordo com o diretor do CCPU, Germano Campos da Silva Neto, conhecido como Maninho, a criação da lei fortaleceu o trabalho de fiscalização. Ele afirma que já é possível perceber redução na quantidade de pombos na região central, resultado tanto das ações educativas quanto da aplicação da legislação.

O diretor também destacou que o foco da orientação é ampliado durante a alta temporada, quando aumenta o fluxo de visitantes que desconhecem as regras municipais.

Comerciantes percebem redução

Quem trabalha diariamente na orla confirma a mudança. A ambulante Janete Costa Chaves relata que o número de pombos diminuiu em comparação aos anos anteriores. Segundo ela, além da fiscalização, comerciantes também ajudam a alertar turistas para evitar alimentar as aves.

Riscos à saúde pública

Comuns em áreas urbanas por conta da oferta de alimento e abrigo, os pombos podem representar riscos à saúde. A poeira resultante das fezes pode transmitir doenças como criptococose, histoplasmose, ornitose e salmonelose.

Além disso, parasitas presentes nas aves e em seus ninhos, como ácaros e piolhos, podem provocar alergias e dermatites. Por esse motivo, a Vigilância Sanitária reforça que a colaboração da população é essencial para manter a cidade mais limpa e segura.

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Maurício Freitas
Maurício Freitashttps://schoje.news/
Maurício Freitas é jornalista desde 1991 e editor-chefe do portal SC Hoje. Acumula mais de três décadas de experiência em veículos de comunicação de todo o Brasil.
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