Uma operação conjunta realizada nesta quarta-feira (13) em Balneário Camboriú fiscalizou lojas de venda e manutenção de celulares usados com o objetivo de combater a receptação de aparelhos furtados ou roubados. A ação reuniu equipes da Guarda Municipal, Fiscalização de Posturas e Procon.
A força-tarefa utilizou como base os registros do aplicativo Celular Seguro, plataforma do governo federal criada para auxiliar vítimas de furto, roubo ou perda de celulares. Durante a fiscalização, os agentes verificaram o número de identificação dos aparelhos, conhecido como IMEI, para confirmar se os celulares disponíveis para venda possuíam registro de irregularidade.
Segundo os órgãos responsáveis, nenhum aparelho furtado ou roubado foi encontrado nos estabelecimentos vistoriados.
Apesar disso, a operação identificou uma série de irregularidades administrativas e relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor. Entre os problemas encontrados estavam alvarás irregulares, ausência de etiquetas de preços, falta do exemplar do Código de Defesa do Consumidor para consulta e estabelecimentos com documentação incompatível com a atividade de venda de celulares.
Em um dos casos, a empresa possuía autorização apenas para assistência técnica, sem permissão para comercializar aparelhos usados. Os responsáveis foram orientados pelas equipes e notificados para regularizar a situação.
O secretário de Segurança e Ordem Pública de Balneário Camboriú, Araújo Gomes, afirmou que novas operações devem ocorrer nos próximos meses como forma de reduzir os furtos na cidade.
“A ideia é acabar com os furtos da cidade atacando a receptação, porque se não houver quem compre, não haverá motivo para furtar ou roubar”, declarou.
A Secretaria de Segurança também reforçou a orientação para que moradores utilizem o aplicativo Celular Seguro, disponível para Android e iOS. A ferramenta permite bloquear rapidamente o aparelho, a linha telefônica e aplicativos bancários em casos de roubo, furto ou extravio.
Para utilizar o sistema, o usuário precisa acessar a plataforma com uma conta Gov.br e cadastrar os dados do aparelho. O aplicativo também permite incluir pessoas de confiança autorizadas a emitir alertas em nome da vítima.
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