Passagem do Dia do Professor é marcada por homenagem a profissionais da educação

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Visando marcar a passagem do Dia do Professor, comemorado no último dia 15, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina sediou, na manhã desta quinta-feira (20), uma homenagem a nove profissionais da área da educação no estado.

O ato, que foi acompanhado por alunos, docentes e representantes de entidades de classe, foi proposto pela deputada Luciane Carminatti (PT) que preside a Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Alesc.

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Em seu discurso, a parlamentar, que também é professora, observou que a data celebrativa é de extremo significado para a valorização da categoria, e foi instituída no estado por proposição da educadora Antonieta de Barros, quando esta exerceu mandato de deputada estadual.

Em outro ponto, Carminatti também criticou o governo federal pelo contingenciamento de verbas para as universidades e institutos federais, afirmando que os cortes representam um revés para o setor, tendo em vista que atingirão  investimentos e custeio.

Ela encerrou a sua fala afirmando que o Brasil possui uma dívida histórica com os seus educadores e que o país só alcançará o pleno desenvolvimento quando qualificar o professor como figura central em seus planejamentos estratégicos. “Apesar de todos os desafios e dificuldades nós existimos, e nós precisamos continuar existindo e a sociedade precisa cada vez mais de nós, porque é através da escola, da função social que a escola exerce, que vamos construir um mundo melhor.”

Representando os homenageados, Laurileda Matos Galvão Knoll, que atua como professora da rede pública municipal de São José, afirmou que um dos principais desafios da profissão diz respeito à Lei Brasileira da Inclusão (LBI), instituída no ano de 2006 mas ainda não totalmente implementada nos estados brasileiros. “É preciso que pessoas tenham capacidade de lidar com as diferenças, com a  pluralidade de ideias, e, com isso, quebrar preconceitos e estabelecer um novo modelo de sociedade, mais justa e igualitária.”

Ela também pediu mais investimentos na promoção da ciência e do conhecimento, na formação dos professores, no fortalecimento da gestão democrática nas escolas, e na reconfiguração da carreira do magistério. “Sem essas medidas não teremos condições de transformar o Brasil em um país desenvolvido e humanitário, por isso convoco todos aqui presentes a refletir sobre uma sociedade mais inclusiva, justa e igualitária para todos nós brasileiros, cidadãos e cidadãs deste nosso lindo país que tanto amo.”

Já o professor André Ramos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), disse estar honrado por poder se manifestar na tribuna da Assembleia Legislativa sobre a valorização dos profissionais da educação, a exemplo do que fez Antonieta de Barros décadas atrás. “Poder subir na tribuna da mesma casa legislativa em que há 74 anos a deputada e professora Antonieta de Barros se dirigiu  aos demais deputados para propor o seu projeto de  lei de criação do Dia do Professor, 15 anos antes de o presidente João Goulart estendesse esta homenagem para todo o país, não consigo imaginar algo mais simbólico, oportuno e honroso, pelo menos para mim, para minha vida de professor e pesquisador.”

Entrega de placas
Como forma de reconhecer o trabalho dos profissionais do magistério em Santa Catarina, a deputada Luciane Carminatti propôs a entrega de placas a nove professores representantes de diferentes níveis de modalidade de ensino.

  • André Ramos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
  • Fernanda Battagli Kropeniscki, professora da rede de educação básica municipal em Itajaí;
  • Graziela Del Monaco, representante da Educação do Campo da UFSC;
  • João Genario da Silva, educador da rede pública estadual de Florianópolis;
  • Laurileda Matos Galvão; professora da rede municipal de São José;
  • Luciane Francisca Andrade de Abreu, profissional da educação especial de Joinville;
  • Luiza Regina De Cordova Leal, professora aposentada da rede estadual de Lages;
  • Nanblá Garkran (in memoriam), educador e linguista indígena;
  • Susete Ramos Melo, professora aposentada de Criciúma.

Com informações de Daniela Legas

Fonte: Agência ALESC