Alunos da Escola Básica Hülse Peixoto realizam escavação arqueológica

- PUBLICIDADE -

A Escola Básica Professora Maria José Hülse Peixoto, da Murta reservou uma área para escavação arqueológica. No espaço, 104 alunos dos 6º anos têm a oportunidade de vivenciar, na prática, a coleta de vestígios materiais como fósseis, cerâmicas, conchas e vestígios de carvão. A equipe da unidade de ensino conseguiu ossos idênticos aos humanos, com uma empresa de São Paulo, para tornar o trabalho ainda mais significativo entre os alunos.

“O principal objetivo desta ação é fazer com que os estudantes tenham esse entendimento mais geral de como se produz toda a base do nosso conhecimento e não simplesmente através de uma busca pela internet”, relatou o professor de História, Elton Laurindo da Costa, idealizador do projeto.

- PUBLICIDADE -

A experiência começou no primeiro semestre, durante as aulas de história. No primeiro momento, os estudantes participaram de uma exposição sobre arqueologia na própria escola e também de uma palestra. A metodologia consistiu na utilização de uma área para escavação nas dependências da escola. Durante o processo de escavação, os alunos utilizaram ferramentas como pás, pincéis, trena, escalas e paquímetro conforme o procedimento arqueológico padrão. Além disso, os arqueólogos (alunos) preencheram uma ficha de trabalho, que corresponde a própria metodologia arqueológica, levando em consideração: a localização do material encontrado (quadrícula); dimensões do artefato; tipo de sítio; tipo de material e profundidade do objeto encontrado.

A ação conta com a participação da professora de Ciências, Thamiris dos Santos, que na sequência vai realizar a identificação dos ossos (vestígios fósseis) encontrados no sítio arqueológico. Esta etapa contribui para que os alunos percebam que a construção do conhecimento científico passa por um processo de validação interdisciplinar. Também em momento específico, será produzido um croqui da escavação junto à disciplina de Matemática, com a professora Ana Carolina Kandini. O croqui é uma espécie de mapa com as coordenadas e as posições dos artefatos dispersos no espaço.

“É importante que os alunos entendam que o conhecimento histórico e o conhecimento das outras disciplinas se complementam, com base científica e metodológica. Então, através dessas práticas em equipe, em que eles escavam e encontram vestígios materiais, coletam os dados, pegam as informações e depois dão continuidade com outro professor, faz com que os estudantes compreendam como funciona o trabalho interdisciplinar, tão comum no meio científico, nas indústrias e nos meios tecnológicos”, complementou o professor Elton Laurindo da Costa.

Fonte: Prefeitura de Itajaí