Porto de Itajaí completa 27 anos de municipalização


O Porto de Itajaí completa, nesta quinta-feira (16), 27 anos de municipalização. Sob gestão da Autoridade portuária pública e municipal, o terminal contabiliza inúmeros avanços e impulsiona o desenvolvimento econômico e social da região por meio de investimentos em diversas áreas. Entre 1995 a 2020, por exemplo, houve um crescimento de 598% na movimentação de contêineres e de 391% na movimentação em tonelagem.

Com a descentralização da administração dos portos em 1990, a Superintendência do Porto de Itajaí passou a atuar como Autoridade Portuária Pública e Municipal em 16 de junho de 1995. O convênio vigorou até 31 de dezembro de 1997, quando a União delegou a gestão diretamente ao Município de Itajaí. A vigência iniciou em 1º de janeiro de 1998 com prazo de 25 anos.

Atualmente, 26 mil contêineres são movimentados por mês no Complexo Portuário de Itajaí, que é considerado o segundo maior do Brasil e detém 5% da balança comercial do país. Em 2020, o Porto de Itajaí ficou em primeiro lugar na movimentação de congelados no Brasil (dados da FIESC) e atualmente se destaca nas operações de veículos com sistema Roll On Roll Off.

“Durante estes 27 anos, o Porto de Itajaí passou por grandes mudanças significativas em todos os setores e segmentos que incorporam a Autoridade Portuária. Desde que a administração e exploração do Porto de Itajaí foram delegadas ao município, tornou-se notória a agilidade no andamento dos projetos investidos, além de que todas as obrigações atribuídas à Autoridade Portuária foram realizadas, destacando a reestruturação administrativa, mantimento e reposição de equipamentos portuários, conservação dos bens patrimoniais, entre outros. Certamente, a municipalização do nosso Porto contribuiu para inúmeros fatores positivos, como incentivo à economia local e regional, a fiscalização da segurança da navegação e a gestão de problemas de tráfego na cidade”, destaca o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.

Com um número expressivo de avanços, conquistas e investimentos aplicados de forma eficiente, o prefeito reforça a necessidade de garantir a permanência de uma Gestão Portuária Pública e Municipal. “A construção de uma relação tão sincera e transparente, como é a relação Porto-Cidade, é motivo de orgulho para nós itajaienses, que lutamos juntos desde o início pela permanência do nosso tão querido Porto”, complementa.

Porto de Itajaí acumula resultados positivos

Desde o início de suas atividades, o Porto de Itajaí apresenta números relevantes e expressivos em relação as suas operações e movimentações de cargas, custos portuários e volume de operações, sendo um porto de carga geral. Em 1992, superou pela primeira vez a marca de um milhão de toneladas embarcadas e desembarcadas no cais comercial. Em 2004, foi registrada a movimentação de 5.713.943 toneladas e iniciou-se um período de crescimento contínuo.

Nos anos seguintes, instalaram-se novos terminais dentro do Porto Organizado, os quais influenciaram significativamente o aumento e número de operações e, consequentemente, agregaram estatísticas positivas ao Complexo Portuário do Itajaí.

Em 2021, o Porto de Itajaí bateu recorde histórico na movimentação com a marca de 1,6 milhão de contêineres (16% de crescimento) e mais de 18 milhões de toneladas movimentadas (aumento de 21%). No ano passado, houve ainda mais de 1 mil navios atracados.

A nova Bacia de Evolução foi outro avanço importante que recebeu R$ 40 milhões de investimento municipal para conclusão da primeira etapa e garantia da competitividade do complexo. A Superintendência já está em tratativas junto ao Ministério da Infraestrutura para viabilizar e licitar a segunda etapa da obra, orçada em R$ 220 milhões. Quando for concluída, a Bacia de Evolução vai permitir que a cidade receba navios de 336 a 400 metros de comprimento.

No decorrer deste período de municipalização, o Porto de Itajaí impulsionou o desenvolvimento econômico e social, através de investimentos estruturais, contratação de funcionários, projetos e ações internas e externas. Em 2020, por exemplo, Itajaí arrecadou para os cofres federais mais de R$ 170 bilhões. O montante possibilitou a expansão, com recursos próprios, da manutenção dos serviços de dragagem do canal portuário.

O plano de expansão do Porto de Itajaí, que já iniciou as demolições de imóveis desapropriados na região portuária, contempla mais de 12 mil metros quadrados de área, com capacidade de armazenamento de até 1.700 TEUs (contêineres de 20 pés). O planejamento pretende aumentar a capacidade estática de 14.000 TEUs para 30.000 TEUS’s, assim como no aprimoramento das tomadas Reefer. A área portuária ocupa um espaço atual de 180 mil m² e, com a expansão, ocupará 308 mil m².

“São muitos os destaques que envolvem a evolução do Porto de Itajaí, mas posso afirmar que o aumento expressivo nas movimentações registradas neste período de municipalização foi possível através do comprometimento da Autoridade Portuária de Itajaí, juntamente com a dedicação dos servidores. O amplo desenvolvimento operacional demonstrou a capacidade de uma gestão pública e municipal, tornando-se exemplo para os demais portos brasileiros. Acredito no enorme potencial da atividade portuária de Itajaí e na sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do nosso município, sendo comprovado diariamente no decorrer destes 27 anos”, acrescenta o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga.

História

Relatos históricos indicam que as atividades no Porto de Itajaí iniciaram em 1905, quando ocorreram os primeiros estudos para a sua criação, realizados pela Comissão de Melhoramentos de Portos e Rios. Em 1914, a primeira obra foi realizada, composta de 700 metros no Molhe Sul, seguida mais tarde de melhorias no Molhe Norte. Em 1938, foi construído o primeiro trecho de cais com 233 metros de comprimento e estrutura de concreto armado, juntamente com a primeira instalação de armazém.

Após as décadas de 1920 e 1930, o complexo se adequou aos perímetros urbanos da cidade. O segundo trecho foi construído na década de 1950 com mais 270 metros disponibilizados às operações, além do primeiro armazém frigorífico voltado às atividades pesqueiras. Em 1966, foi instalada a Junta Administrativa do Porto de Itajaí, subordinada ao Departamento Nacional de Portos e vias Navegáveis. A partir de 1975, o complexo foi considerado um Porto Organizado. Com a criação da Portobrás, o gerenciamento do terminal itajaiense passou a ser exercido pela Administração do Porto de Itajaí, diretamente vinculada ao estado. Esta iniciativa foi extinta em 1990 e, em 1995, inicia a municipalização da gestão do Porto de Itajaí. 

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