Alunos de BC entregam bitucas recolhidas nas Praias Agrestes à fábrica de pranchas de surf


Alunos dos Centros Educacionais Municipais de Taquaras (Taquaras) e Giovana de Almeida (Estaleirinho) entregaram, na manhã desta terça-feira (15), cerca de 1.500 bitucas à fábrica de pranchas Lora Surfboards, localizada na Praia Brava, Itajaí. Esse é o resultado prático do projeto de sustentabilidade “Deixe pegadas, bitucas não”, que visa recolher restos de cigarro (bitucas), nas Praias Agrestes de Balneário Camboriú. O Projeto que cria e instala bituqueiras nas Praias, iniciou em outubro de 2021, e já contabilizou mais de 4 mil bitucas recolhidas.

Essa primeira prancha que será confeccionada com as bitucas entregues pelos alunos da Rede Municipal de BC será um protótipo, que ficará na fábrica para ser levada ao mar e testada. Se o resultado for positivo, o grupo levará mais bitucas à fábrica, para serem confeccionadas mais duas pranchas, que serão entregues para as escolas participantes do Projeto. Para a confecção de cada prancha são utilizadas de 600 a 800 bitucas.

O Projeto surgiu após uma pesquisa junto à comunidade, que apontou as bitucas jogadas nas praias, como o maior fator nocivo ao meio ambiente. O projeto, é uma parceria entre as Secretarias da Educação, Meio Ambiente, Associação de Moradores de Taquaras e a Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento Ltda. Os alunos que participam efetivamente do Projeto, atuando nas praias e comunidade, são os do Fundamental, de 7 a 14 anos, que recebem orientações através dos profissionais da Secretaria do Meio Ambiente. A ação é feita em conjunto: o material utilizado para as peças foram adquiridos pela Prefeitura e Ambiental; a Associação de bairro ajuda no recolhimento e limpeza das bituqueiras.

Curiosidades
Esses pequenos pedacinhos de cigarro (as bitucas), que chegam aos oceanos através de córregos e bueiros, correspondem à um terço de todo o lixo retirado dos mares, representando um número maior do que embalagens, sacolinhas plásticas, canudinhos e descartáveis, de acordo com dados da Ocean Conservancy – organização sem fins lucrativos que atua em defesa do meio ambiente e oceanos.
Para se ter ideia do tamanho do impacto ambiental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 bilhões dos 15 bilhões de cigarros vendidos diariamente são descartados no meio ambiente de forma incorreta.

De acordo com um relatório da ONG Cigarette Butt Pollution, além de ser a contaminante número um das praias e oceanos, a natureza toda sofre com as consequências do consumo desta droga, que contêm mais de 7.000 produtos químicos tóxicos que contaminam o meio ambiente. Esses resíduos foram encontrados por pesquisadores em cerca de 70% das aves marinhas e 30% das tartarugas marinhas.
O relatório mostra ainda, que um dos principais problemas relacionados ao consumo do cigarro, são os filtros, que contém fibras sintéticas derivadas do petróleo, não são biodegradáveis, e podem levar até uma década para se decompor. Além disso, as emissões de fumaça de tabaco contribuem com milhares de toneladas de substâncias cancerígenas, tóxicas e gases de efeito estufa para o meio ambiente.

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