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Violência contra a mulher e críticas à exigência da vacina voltam ao debate


A violência contra a mulher, com o registro de oito feminicídios em janeiro, e a exigência da aplicação da vacina contra Covid retornaram ao Plenário nesta terça-feira (8), primeiro dia de debates na Assembleia Legislativa barriga-verde em 2022.

“Oito mulheres foram assassinadas, este foi o começo de ano mais sombrio, com maior número de vítimas. Foram mortas no contexto de um cultura machista, que enxerga a mulher como propriedade”, lamentou Dr. Vicente Caropreso (PSDB).

Já os deputados Sargento Lima (PL) e Jessé Lopes (PSL) criticaram a exigência de aplicação da vacina contra a Covid por parte de empreendedores e pelo poder estatal catarinense.

“Muitos empresários estão cobrando dos seus funcionários (a aplicação da vacina). Empregador joinvilense, o que você tem de mais precioso é o seu colaborador, não faça isso com ele”, apelou Lima, que repercutiu audiência pública da Câmara de Vereadores de Joinville, realizada segunda-feira (7), que debateu a proibição do referido passaporte no município.

“Recebemos uma denúncia importante, de que o professor da rede estadual de ensino foi orientado pela Secretaria de Educação (SED) a convencer os alunos a se vacinarem’, relatou Jessé, acrescentando que em uma escola de Içara a diretora pediu aos alunos vacinados que levantassem as mãos e parabenizou-os pela coragem, constrangendo os não-vacinados.

Segundo Jessé, o comportamento descrito criará conflitos nas casas dos alunos cujos pais não desejam vacinar os filhos contra a Covid.

“Estamos cobrando posicionamento da SED sobre esse tipo de conduta”, afirmou o parlamentar, que responsabilizou o chefe do Poder Executivo pela exigência. “Tem um decreto do governador fazendo esse tipo de imposição aos funcionários públicos”.

Licença do Parlamento
Padre Pedro Baldissera (PT) comunicou aos colegas e aos catarinenses que se afastará do mandato por 60 dias a partir desta quarta-feira (9). Em seu lugar assumirá o quarto suplente do Partido dos Trabalhadores, Pedro Celso Zuchi, ex-prefeito de Gaspar.

“Será a primeira vez que Gaspar terá um deputado”, destacou o ex-prefeito de Guaraciaba, que surpreendeu os colegas ao afirmar que utilizará parte do tempo para “pensar na qualidade de vida da gente”.

Sopelsa presidente
Caropreso parabenizou o deputado Moacir Sopelsa (MDB), recém eleito presidente da Casa.

“Quero dar um viva a Moacir Sopelsa, terá um trabalho grande, mas é uma pessoa com uma bagagem grande e a experiência de muitos mandatos. Vai representar muito bem a cidade de Concórdia”, previu Caropreso.

Violência contra deficientes
Vicente Caropreso denunciou a violência praticada contra os deficientes, principalmente entre os 10 e 19 anos. Segundo o deputado, 53% dos deficientes nessa faixa etária sofrem violência física, 31% violência psicológica e 29% são vítimas de negligência e abandono.

O parlamentar também deplorou a violência dirigida aos deficientes nas redes sociais.

“São atacados com mensagens desejando, inclusive, a morte da criança. É uma  desumanidade, falta de empatia, perturbador. É crime discriminar em função da deficiência”, recordou o representante de Jaraguá do Sul.

Além disso, Caropreso pediu apoio dos colegas para aprovar o Projeto de Lei nº 362/ 2021, que determina às delegacias o preparo técnico e pessoal para o atendimento das pessoas com deficiência.

Saidinha de Natal
Sargento Lima exibiu no telão da tribuna vídeo de uma mulher que foi espancada por um detento agraciado com o indulto de Natal. Lima fez um apelo aos juízes de execuções penais para que repensem a concessão desses indultos.

Bruno Souza (Novo) concordou com Lima.

“O objetivo da cadeia é afastar (o criminoso) da sociedade, as saidinhas distorcem esse objetivo primário”, argumentou Bruno.

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Redação SC Hoje
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