Instalada a Frente Parlamentar da Apicultura e Meliponicultura


Com a presença do presidente da Federação das Associações de Apicultura e Meliponicultura de SC (Faasc), Ivanir Cella, dirigentes e apicultores de diversas regiões do Estado, foi instalada na tarde desta terça-feira (16) a Frente Parlamentar da Apicultura e Meliponicultura.

Idealizada para incrementar as políticas públicas que fizeram de Santa Catarina um grande produtor e exportador de mel, a Frente vai ter este ano a presidência do deputado Moacir Sopelsa (MDB) e a vice-presidência do deputado Adrianinho (PT). Em fevereiro, o comando fica com o deputado Valdir Cobalchini (MDB) e o vice-presidente será o deputado Padre Pedro Baldissera (PT).

Cobalchini informou que mais de 30 deputados apoiaram a iniciativa por saber que o mel catarinense é referência no Brasil, enquanto Sopelsa defendeu investimentos governamentais para dar continuidade ao desenvolvimento da produção. “Como qualquer cultura do agronegócio, a apicultura precisa de sustentação e segurança para manter a qualidade e aumentar a renda no campo”, frisou o parlamentar, que por duas oportunidades esteve à frente da Secretaria de Estado da Agricultura.

Adrianinho revelou ser filho de agricultores familiares e iniciante na atividade. “Estou engatinhando na produção de mel, buscando conhecimento técnico.” Ele destacou o potencial da Frente em ampliar o trabalho de excelência no setor e lembrou que Padre Pedro é autor de dois projetos de lei que tratam da política e do programa estadual da apicultura e meliponicultura.

Destaque internacional
O Censo Agropecuário de 2017 apontou 17 mil famílias produzindo mel com ou sem ferrão em Santa Catarina, em mais de 300 mil colmeias, numa produtividade de 68 kg por km2, enquanto a média nacional não passa de 4,8 kg. “Em cinco anos o Brasil será um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mel. SC é referência nacional na qualidade e na assistência técnica”, revelou Ivanir Cella.

O dirigente informou ainda que a produção no Estado chegou a 49 mil toneladas, sendo que somente até outubro deste ano, segundo o IBGE, as exportações passaram a marca de 50 mil toneladas.

“Vamos cobrar dos deputados para que se crie políticas publicas para aperfeiçoar a produção, incentivar projetos de desenvolvimento e ampliar programas para produzir com mais qualidade”, disse o presidente da Faasc.

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