Dia da Consciência Negra: PMF faz evento de fomento à cultura afro


Dia 20 de novembro marca a morte de Zumbi dos Palmares. Zumbi foi líder do Quilombo dos Palmares, situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na Região Nordeste do Brasil.  A data de sua morte motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial em um congresso em 1978 a elegerem sua figura como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como a luta por direitos. 
 
O tema ainda tem importante discussão na sociedade e é por conta da importância histórica, humanitária e cultural que a Prefeitura de Florianópolis fará dois dias de fomento à cultura afro na Capital. A iniciativa envolve a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Somar, Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Igualdade Racial, Secretaria de Esporte Cultura e Lazer e Fundação Franklin Cascaes. 
 
O evento será realizado nos dias 19 e 20 de novembro no Palácio Cruz e Souza. A abertura será às 19h do dia 19 no Palácio que é a sede do Museu Histórico de Santa Catarina. Confira a programação completa: 
 
19 de novembro: 
 
19h no Palácio Cruz e Sousa – Abertura oficial do mês da Consciência Negra com roda de conversa e debate sobre o tema. 
 
20 de novembro: 
 
Das 9h às 19h no dia 20 de novembro, haverá curta sobre Consciência Negra, contação de histórias e exposição de trabalhos de artistas negros. 
 
O Dia da Consciência Negra na Capital será marcado ainda pela valorização de artistas negros com este evento totalmente gratuito. Acarajé, caldinho de feijão, bonecas de pano negras, vendas de brincos e turbantes, além de outros itens de moda afro serão vendidos na data. Pinturas, livros, poemas e música também farão parte da programação do evento. 
 
Na data, haverá ainda uma homenagem ao artista Cruz e Souza. Cruz e Souza foi um poeta brasileiro e um dos mais influentes representantes do Simbolismo no País. Cruz e Souza foi diretor do Jornal Popular em 1881, local onde escreveu importantes trabalhos sobre o combate à escravidão e descriminação racial. Em 1883 foi recusado como promotor de Laguna apenas pelo fato de ser negro. Em 1885 lançou seu primeiro livro “Tropos e Fantasias”, em parceria com Virgílio Varzea.

 

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