Jair Miotto comemora a consolidação da venda da usina Jorge Lacerda


“A continuidade dos serviços da usina Jorge Lacerda representa a manutenção milhares de empregos diretos e indiretos e também a manutenção da economia de toda uma região”, comemorou o deputado estadual Jair Miotto (PSC) durante discurso realizado na cerimônia de apresentação da nova empresa que passa a administrar o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. O ato de transferência ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 27 de outubro, em Capivari de Baixo, local onde a usina está instalada.

O deputado, como presidente da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia,  representou a Assembleia Legislativa no evento que contou com a presença do Governo do Estado. “À frente da presidência da comissão, realizamos debates que reuniram as empresas Engie Brasil e a Fram Capital, representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Secretaria de Estado da Fazenda, Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), trabalhadores da usina, entre outros. O objetivo foi apresentar possibilidades que evitassem o fechamento da usina”, lembra o deputado.

Nova administradora
A partir de agora, a administração da usina passa da Engie Brasil para a Diamante Geração de Energia, pertencente à Fram Capital. De acordo com a Diamente, estão previstos investimentos de R$ 3 bilhões em Santa Catarina, a começar pela compra do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, no valor de até R$ 325 milhões. A intenção anunciada é gerar energia não apenas a partir do carvão mineral, como é atualmente, mas também a partir do gás, com a instalação de duas novas turbinas e modernização das caldeiras. Atualmente, o Complexo é composto por três usinas e sete unidades geradoras de energia, com capacidade instalada de 857 megawatts, considerada fundamental para ajudar a suprir a demanda energética nacional em períodos de poucas chuvas.

A Diamante Geração de anunciou que também trabalha pela compra da Usina Térmica Norte Catarinense, projetada para ocupar uma área de 20 hectares no município de Garuva, que ainda depende de revalidação de licenciamentos ambientais. Ao entrar em operação, a unidade será capaz de produzir inicialmente 600 megawatts de energia, podendo dobrar essa capacidade para até 1,2 gigawatts. O investimento no empreendimento é estimado em R$ 2,5 bilhões.

Projeto enviado para a Assembleia Legislativa
O Governo de Santa Catarina encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei que institui a Política Estadual de Transição Energética Justa, considerada como a nova política estadual do carvão. O plano tem a finalidade de promover emprego e o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas catarinenses. “O projeto visa criar as bases para uma transição que leve em consideração todos os aspectos econômicos, sociais e ambientais”, explica Miotto.

O objetivo é iniciar o processo de mudança e impulsionamento da economia de emissão de baixo carbono, de forma isonômica, e que garanta a inclusão socioeconômica das regiões ligadas à cadeia produtiva do carvão. O plano abrange um conjunto de ações e estratégias coordenadas e integradas de todos os segmentos da sociedade impactados pela mudança de um modelo de desenvolvimento econômico, com foco em resultados produtivos, sustentáveis, e a geração de empregos que assegurem qualidade de vida às pessoas.

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