Florianópolis ganha selo Abree pela logística reversa de eletros


Florianópolis recebeu o selo Abree que atesta o comprometimento com a logística reversa de produtos eletroeletroeletrônicos e eletrodomésticos. A gerente executiva da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, Mara Ballan, disse ao prefeito Gean Loureiro, que a capital foi a cidade mais veloz na ativação da certificação nacional que garante o encaminhamento desses produtos de volta à indústria.

Em apenas um mês, foram colocados em operação quatro ecopontos de eletros e agendadas remoções de produtos a domicílio, serviço inovador em todo Brasil.

O secretário nacional de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França, apontou que Florianópolis é a segunda de 10 capitais brasileiras que se alinharão às metas da logística reversa de eletros até novembro. A primeira capital do Sul. Até 2025, explicou ele, as 400 maiores cidades terão de oferecer ao cidadão a possibilidade de descartar adequadamente os eletros para que a indústria nacional possa cumprir suas metas de reciclagem e para que sejam gerados empregos verdes.

Das 13,6 toneladas de produtos recolhidas desde agosto em Florianópolis, quando passou a vigorar o convênio com a Abree, 11 toneladas já foram devolvidas ao ciclo econômico.   

O evento no Centro de Valorização de Resíduos (CVR) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smma) também marcou a reabertura do Museu do Lixo que, antes da pandemia, recebia a visitação de 7 mil pessoas/ano.

Empregos verdes

O sistema nacional de logística reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, explicou André França, é novo. Foi instituído por decreto do presidente Jair Bolsonaro em fevereiro de 2020. As empresas tinham um ano para se estruturar e agora em 2021 começam a valer as metas geográficas e quantitativas. 

“A partir de agora, passamos a ter, além da coleta, que é um esforço dos municípios, as etapas de transporte, desmontagem dos materiais e encaminhamento à reciclagem para que a geladeira ou o fone de ouvido virem um novo produto. Essa base do iceberg que nem sempre é percebido pelo usuário do Ecoponto gera muitos novos empregos. Isso é essencial no momento que vemos o mundo traçando metas e o compromisso com o crescimento verde”, resume França.

“A logística reversa permite que esses materiais, após o descarte pelo consumidor, voltem para a cadeia produtiva, gerando empregos verdes e renda com sustentabilidade. Também preserva recursos naturais, reduz as emissões de gases poluentes e o consumo de energia.”

Meta audaciosa

“A meta Floripa Lixo Zero 2030 é audaciosa e difícil de atingir, mas a Prefeitura de Florianópolis nunca deixou de acreditar que será possível com investimento, inovação e com a mudança da cultura da sociedade”, indicou o prefeito Gean Loureiro. Por isso, mesmo, antecipou, foi entregue à Câmara Municipal de Florianópolis projeto que proíbe a coleta pirata de materiais recicláveis.

Florianópolis já é a capital que mais recicla no Brasil, disse Gean, mas ainda pode separar melhor e a prefeitura sabe que, para isso, deve ser oferecido atendimento de qualidade ao usuário e encarados novos desafios para destino final dos resíduos sólidos urbanos.

Ponto de partida em SC

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon, destacou que Florianópolis deve ser o ponto de partida para a coleta e logística reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos em Santa Catarina. Ele destacou que Florianópolis por ser a primeira cidade do país a fazer a coleta seletiva de porta em porta, no final dos anos 80, e a primeira capital a assumir as metas lixo zero.

Coleta flex em seis frações

O secretário municipal do Meio Ambiente, Fábio Braga, destacou a coragem do prefeito Gean Loureiro e a competência da equipe técnica e operacional que fez Floripa ser referência lixo zero entre as capitais brasileiras. “Floripa é este lugar em que lixo é assunto de defesa ambiental. Com a melhor equipe de planejamento do Brasil, discutimos aqui tudo que é de ponta em coleta e destino final de resíduos sólidos urbanos. Não há nada nem parecido no Brasil”, disse Braga.

Ele referiu-se à coleta de porta em porta em seis frações, modelo que não há igual em outro lugar do mundo. De fato, a Smma já coleta a domicílio as seguintes frações de resíduos: rejeito, recicláveis secos, só vidro, só orgânicos (restos de alimentos), resíduos verdes e volumosos incluindo eletrodomésticos e eletroeletrônicos (por agendamento).


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