Padre Pedro destaca situação dramática com sucessivos aumentos da gasolina e alimentos

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News


O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) destacou, na sessão plenária desta quarta-feira (18) na Alesc, a situação dramática que vive a população brasileira com o aumento absurdo dos combustíveis e dos alimentos. “A gasolina subiu 40% e o litro já ultrapassa os R$ 6,00.” Contudo, acrescentou, a Petrobras anunciou o pagamento antecipado de R$ 31,6 bilhões para os seus acionistas em 2021.

Segundo ele, o aumento dos combustíveis colabora para que todas as mercadorias fiquem mais caras, elevando o custo de vida e estrangulando ainda mais o orçamento das famílias, que sofrem com a volta da fome, o desemprego e os cortes dos salários.

“O país vem registrando recordes de desemprego e crescimento do subemprego. A renda está mais baixa, o auxílio emergencial está próximo do fim e a produção ficou mais cara por conta dos preços da energia e do combustível”, disse.

Osso e pé de galinha
Padre Pedro ressaltou que tem gente comprando pé de galinha e pescoço para comer e indo ao açougue procurar osso porque não tem dinheiro nem pra carne de segunda. Nos últimos 12 meses (IPCA/IBGE) o arroz subiu 48%, o feijão, 22%, a carne, 38%, o leite, 11%. O gás de cozinha, que em alguns estados já custa mais de R$ 100, subiu 24%.

Destacou que há 19 milhões de brasileiros passando fome e outros 24 milhões em situação de insegurança alimentar, ou seja, pessoas que não estão conseguindo ingerir as calorias necessárias para viver. Somado a este cenário desolador, há um número alarmante de 15 milhões de desempregados e outros 34 milhões de trabalhadores que desistiram de procurar emprego e fazem um bico aqui, outro lá.

O parlamentar afirmou que Bolsonaro ignora a fome e a pobreza, pois cortou verbas no Orçamento de 2021 e vetou projetos de iniciativa do Congresso Nacional. “A destinação para o Plano Safra, inicialmente prevista em R$ 10,3 bilhões, sofreu um corte de 26% e caiu para R$ 7,55 bilhões.”

Ele reclamou que o maior corte ocorreu no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf): a destinação inicial, de R$ 3,85 bilhões, caiu para R$ 2,5 bilhões, após um corte de R$ 1,3 bilhão (35%).

“O Brasil já viveu um grande momento no combate à pobreza e à miséria nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, quando o país foi tirado do Mapa da Fome. Infelizmente voltamos a ter no Brasil gente passando fome, mesmo tendo um espaço tão maravilhoso para a produção de alimentos.”

Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  [email protected]
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