Joinville terá aulas 100% presenciais para alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental


A partir da próxima segunda-feira (23/8) a Rede Municipal de Ensino de Joinville passa a oferecer aulas no modelo totalmente presencial do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental. A mudança em toda a rede vai acontecer de forma gradual para atender aos critérios do Decreto Estadual 1.408, de 11 de agosto de 2021, e a Portaria 1.967/2021, do mesmo dia.

“Estamos alinhados com a Secretaria da Saúde para garantir a segurança, tanto dos profissionais de Educação, quanto dos alunos. É a maneira como estamos trabalhando desde 8 fevereiro deste ano, quando fomos a primeira cidade com mais de 500 mil habitantes a voltar com aulas presenciais em todos os níveis”, destaca o secretário de Educação, Diego Calegari.

Neste momento, priorizou-se a retomada totalmente presencial do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental. É nesta fase que ocorre a alfabetização e o letramento, momento crucial na vida escolar da criança.

“Estamos trabalhando em conjunto entre as secretarias de Educação e da Saúde para garantir as melhores decisões. Vamos monitorar esse retorno de parte dos alunos e avaliar a possibilidade de próximos passos”, acrescenta o secretário de Saúde Jean Rodrigues da Silva.

A expectativa é de que praticamente todos os professores estejam totalmente imunizados ainda em setembro. Hoje, em toda a Secretaria de Educação, há dois servidores afastados por casos confirmados de Covid-19 e outros sete estão em casa com suspeita da doença. Já o número de casos ativos de Covid-19 na faixa etária de 0 a 10 anos é de 28 crianças em toda a cidade.

“Sabemos que toda mudança exige adequação na rotina das famílias, por isso estamos seguindo a maneira mais segura disponível no momento. Como nossas unidades escolares não seguem um padrão de tamanho nas salas de aula e de outros espaços, como refeitórios, teremos diferentes realidades. Mas o objetivo é ampliar o atendimento 100% presencial em todas as unidades assim que isso for possível com segurança e dentro das normas estabelecidas”, complementa Calegari.

Alunos com comorbidades

O Decreto Estadual estabelece que o ensino remoto deve ser adotado prioritariamente para estudantes que se enquadrem em condições de risco. Nestes casos, os materiais vão continuar sendo postados nas salas de aula virtuais e outras ferramentas, como o “Fale com o Professor” e o tablet com atividades seguem sendo utilizadas.

São considerados estudantes em condições de risco, segundo o Governo do Estado: alunas gestantes e puérperas; estudantes com obesidade grave; asma; doença congênita, rara, genética ou autoimune; neoplasias; imunodeprimidos; hemoglobinopatia grave; doenças cardiovasculares; doenças neurológicas crônicas; e diabetes mellitus.

Outras mudanças

As regras do Estado passam a considerar a aferição da temperatura na entrada das unidades escolares como opcional, mas mantém a necessidade de um controle na entrada e saída para evitar aglomerações.

Outra mudança é que a entrada de profissionais que atuam em projetos de saúde e de segurança nas unidades escolares passa a ser permitida. Já a entrada de familiares e outros profissionais seguem as regras já vigentes, assim como passeios e excursões, que seguem vedados.

Como ficam as aulas por ano de ensino

Educação Infantil (CEIs)

Ainda não há previsão para as aulas totalmente presenciais. Há uma série de desafios em estudo, como o distanciamento em áreas como refeitório, onde a alimentação já ocorre de forma escalonada desde o retorno das aulas, em fevereiro deste ano.

Ensino Fundamental (1º, 2º e 3º anos)

Todas as turmas do 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental passam a ser atendidas de forma 100% presencial a partir de segunda-feira (23/8). Segundo a regra estadual, a modalidade remota deve ser mantida prioritariamente para estudantes que se enquadrem em condições de risco.

Ensino Fundamental (4º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos)

Neste momento, permanecem no ensino híbrido, com uma semana de aula nas unidades e outra com atividades em casa. Enquanto isso, começam os estudos para avaliar a capacidade física das unidades no caso de retorno com turmas no modelo 100% presencial, pois é necessário respeitar o regramento do Governo do Estado em todos os espaços.

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