Estudantes da EBM Beatriz de Souza Brito testam leis básicas da física em experimentos científicos


Inércia, compressibilidade, elasticidade e impenetrabilidade. Em aula prática, na Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, em Florianópolis, no bairro Pantanal, os estudantes do 9º ano exercitaram o conhecimento sobre propriedades gerais da matéria.

 

As professoras de ciências Fernanda Biazin Esteves Petrucio, de 38 anos, e Isolda Ferreira, de 58 anos, desenvolveram a atividade com as turmas 91 e 92.

 

Relacionadas a situações do cotidiano, a inércia foi trabalhada quando um carrinho, com uma bolinha de gude em cima, desceu de uma rampa e colidiu com uma barra de ferro. A bolinha seguiu em linha reta. O mesmo ocorre quando se coloca sobre a boca de um copo um pedaço de papel, que por sua vez tem em cima uma moeda. Retirado o papel, a moeda cairá em linha reta dentro do copo.

 

Outro experimento feito por eles foi acrescentar gelo em um copo cheio de água, que transbordou. Isso demonstra que dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo lugar no espaço.  Essa propriedade é chamada de impenetrabilidade.

 

A impenetrabilidade pode ser observada também utilizando um copo transparente, papel, uma bacia e água. O recipiente deverá estar quase cheio e as folhas de papel amassadas e posicionadas no fundo do copo.  Com a boca virada para baixo, o copo deverá ser mergulhado verticalmente dentro do recipiente, até encostar a borda no fundo. Ele ficará totalmente imerso. No entanto, depois de retirado, o papel não ficará molhado.

 

A experiência da seringa demonstra a compressibilidade e elasticidade que alguns materiais apresentam. Quando se aplica uma força, ela é capaz de reduzir o volume deles e quando cessada os objetos tendem a voltar ao estado original ocupando o espaço anterior.

 

Se o êmbolo de uma seringa é puxado, ela enche de ar.  Se for tampada com o dedo a parte da seringa, onde é posicionada a agulha, e empurrado esse cilindro, isso será possível igualmente até um certo ponto. Pois o ar, por ter bastante espaço entre suas moléculas, pode ser comprimido, reduzindo o seu volume dentro da seringa. Tampando ainda a seringa com o dedo, e soltando o êmbolo, a força será cessada e o cilindro voltará, então, sozinho para a posição inicial.

 

A professora Fernanda Biazin relata que os estudantes têm demonstrado interesse, motivação e solicitam com frequência esse tipo de atividade. Durante as aulas práticas, eles registram na forma de relatório e os questionamentos feitos pelas professoras estimulam o raciocínio de cada um.

 

“Considero uma aula criativa, uma vez que os materiais utilizados para representar as várias propriedades testadas são de fácil acesso para os estudantes, podendo os experimentos serem reproduzidos em casa”, explica a professora Fernanda.

 

Para o secretário municipal de Educação, Maurício Fernandes Pereira, as atividades e experimentos são essenciais para o processo de aprendizado. “As aulas práticas e a interação entre os estudantes permitem que eles trabalhem os assuntos de maneira dinâmica e interessante”, salienta Maurício Fernandes Pereira.

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