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Balneário Camboriú

Internações involuntárias somam 38 casos em nove meses em Balneário Camboriú

Balneário Camboriú registrou 38 internações involuntárias até agosto por meio do programa Resgate a Vida BC. Serviço acompanha pessoas em situação de rua com histórico de uso crônico de álcool e outras drogas.

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Internações involuntárias somam 38 casos em nove meses em Balneário Camboriú
Internações involuntárias somam 38 casos em nove meses em Balneário Camboriú/Foto: Marcos Brito (arquivo PMBC)

Balneário Camboriú registrou 38 internações involuntárias até agosto por meio do programa Resgate a Vida BC, iniciativa ligada à rede municipal de assistência social voltada ao tratamento de casos graves relacionados ao uso crônico de álcool e outras drogas. A proposta é atender pessoas em situação de alta vulnerabilidade, com acompanhamento técnico, encaminhamento para tratamento e tentativa de reinserção familiar e social.

Desde a implantação, há nove meses, o serviço já atendeu cerca de 600 pessoas no município, segundo dados divulgados pela administração municipal. O trabalho envolve abordagens sociais recorrentes, diagnósticos técnicos, visitas, encaminhamentos e planos individuais de atendimento.

Entre os 38 pacientes internados no período, 13 continuam em tratamento em hospital clínico e psiquiátrico. Outros 25 receberam alta hospitalar. Após deixarem a internação, os caminhos foram diferentes para cada um: um paciente retornou ao convívio da família, dois deixaram o acompanhamento, três estão em casas de passagem, cinco precisaram ser reinternados e 14 seguem em residência inclusiva credenciada pelo município.

A internação involuntária é adotada em situações específicas, quando a pessoa não aceita o tratamento, mas apresenta quadro de risco e necessidade de cuidado especializado. O procedimento segue regras legais e protocolos técnicos, com preservação da dignidade e integridade do paciente. Conforme o município, as internações involuntárias são executadas por empresa especializada, em conformidade com a legislação vigente.

Relatos de pessoas acompanhadas pelo programa mostram que o atendimento vai além da retirada das ruas. Um dos pacientes passou a receber abrigo, alimentação, roupas e apoio profissional, incluindo acompanhamento psicológico, psiquiátrico e assistência social. Outro caso envolve um homem que viveu cinco anos nas ruas de Balneário Camboriú e durante o acompanhamento retomou contato com a filha, o que se tornou parte importante do processo de recuperação e reconstrução de vínculos familiares.

O serviço atua em um contexto desafiador para cidades turísticas e urbanas como Balneário Camboriú: lidar com a presença de pessoas em situação de rua de forma contínua, sem tratar o problema apenas como uma questão de segurança ou circulação em espaços públicos. A política de atendimento ainda depende de acompanhamento prolongado, estrutura de acolhimento e rede de saúde preparada para lidar com dependência química, sofrimento psíquico e rompimento familiar. Em muitos casos, a internação é apenas uma etapa de um processo mais longo de recuperação.

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