A compra de 34 produtos básicos pode consumir quase um quarto do salário mínimo em Balneário Camboriú. Cálculo feito pelo SC Hoje com base na pesquisa de julho do Procon municipal mostra que o conjunto dos maiores preços encontrados representa 24,88% do piso nacional de R$ 1.621.
O levantamento foi realizado entre 30 de junho e 2 de julho de 2026 em cinco supermercados da cidade. A pesquisa considerou alimentos, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza.
Segundo o Procon de Balneário Camboriú, a soma dos menores preços encontrados chegou a R$ 236,70. Já o conjunto formado pelos maiores valores atingiu R$ 403,29.
A diferença entre os dois extremos é de R$ 166,59. Isso significa que a pesquisa de preços pode reduzir em mais de 41% o valor da compra, considerando as duas somas apresentadas pelo órgão.
Quantas horas são necessárias para pagar a compra
Para calcular o tempo de trabalho, o SC Hoje considerou o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026 e a jornada mensal de 220 horas.
No cenário mais econômico, os R$ 236,70 equivalem a aproximadamente 32 horas e sete minutos de trabalho. O valor compromete 14,60% do salário mínimo.
Quando considerados os maiores preços encontrados, a compra de R$ 403,29 exige aproximadamente 54 horas e 44 minutos de trabalho. São quase sete jornadas de oito horas apenas para pagar os 34 produtos pesquisados.
O cálculo é uma estimativa produzida pelo SC Hoje. A pesquisa municipal possui metodologia diferente da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Dieese, pois inclui produtos de higiene e limpeza e não mede o custo alimentar mensal de um trabalhador adulto.
Produtos apresentam diferenças superiores a 300%
A maior variação destacada pelo levantamento municipal foi encontrada no fio dental de 50 metros. O produto custava entre R$ 5,99 e R$ 24,99, diferença de 317%.
O desinfetante de um litro apresentou variação de 291%, com preços entre R$ 3,06 e R$ 11,97. O sal foi encontrado por valores entre R$ 0,99 e R$ 3,19 o quilo, diferença de 222%.
Entre os alimentos, a margarina de 500 gramas custava entre R$ 3,99 e R$ 8,99. A farinha de mandioca variou de R$ 3,89 a R$ 8,69 o quilo, enquanto o achocolatado de 370 gramas foi encontrado por valores entre R$ 5,99 e R$ 12,70.
A pesquisa também identificou a farinha de milho entre R$ 2,99 e R$ 5,99 o quilo. Os dados mostram que a escolha do estabelecimento e a comparação individual dos produtos podem provocar uma diferença significativa no orçamento mensal.
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