A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) atualizou nesta semana o andamento das intervenções na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança, em Balneário Camboriú. As frentes de trabalho envolvem a recuperação do Decantador 03 e a implantação da Estação de Esgoto Preliminar, consideradas estratégicas para ampliar a eficiência do sistema.
De acordo com a direção da autarquia, os dois projetos sofreram adequações técnicas durante a execução, o que impactou o cronograma inicial. As mudanças, segundo a gestão, foram necessárias para garantir maior segurança estrutural, vida útil prolongada e desempenho adequado das unidades.
Recuperação do Decantador 03
A obra do Decantador 03 teve início em 2016 e foi concluída em 2019, mas não entrou em funcionamento conforme o previsto. O problema resultou em aplicação de multa estimada em R$ 5 milhões.
Em 2025, a Emasa desenvolveu um novo projeto de recuperação, realizou o processo licitatório e deu início às intervenções. Durante a execução, porém, a equipe técnica identificou diferenças em relação às informações previstas originalmente.
O projeto apontava que a laje de fundo teria 25 centímetros de espessura. No local, foi constatada uma estrutura com cerca de 65 centímetros em média. A alteração exigiu revisão dos métodos de trabalho e ajustes no planejamento.
O decantador é etapa essencial no tratamento do esgoto. Ele permite a separação dos sólidos mais finos presentes no efluente, reduzindo a carga que segue para as próximas fases. Isso contribui para preservar equipamentos, melhorar a eficiência operacional e elevar a qualidade do efluente tratado.
Segundo a direção da Emasa, as adequações visam assegurar que a unidade opere dentro dos padrões técnicos e com durabilidade.
Implantação da Estação de Esgoto Preliminar
A Estação de Esgoto Preliminar representa a primeira fase do tratamento realizado na ETE Nova Esperança. A estrutura é responsável por reter resíduos maiores, areia e materiais pesados que chegam pela rede coletora, protegendo os sistemas seguintes.
Ao assumir a gestão em 2025, a autarquia encontrou o projeto pronto, mas com o processo de licitação suspenso em duas ocasiões por divergências técnicas. Após ajustes na documentação, a obra foi contratada e iniciada.
Além da fiscalização interna, a Emasa contratou uma empresa especializada para acompanhar a execução, em razão da complexidade do empreendimento e da instalação de equipamentos específicos.
Em dezembro, indícios técnicos levaram à paralisação preventiva dos trabalhos para análise detalhada. Após reuniões e avaliações técnicas, foram definidas correções necessárias para a retomada das atividades.
Ressarcimento
A autarquia informou ainda que irá buscar o ressarcimento de eventuais custos relacionados às falhas identificadas, junto à empresa responsável pelo projeto anterior.
Segundo a Emasa, o objetivo é garantir que as estruturas entrem em operação com pleno funcionamento e maior confiabilidade, fortalecendo o sistema de esgotamento sanitário de Balneário Camboriú.
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