Turvo debate a inclusão e rede de apoio à síndrome de Down e autismo

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News

A neurocientista Fabiele Baldino Russo, pesquisadora em autismo, foi uma das palestrantes do seminário realizado em Turvo
FOTO: Agência AL

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A inclusão social de pacientes com síndrome de Down e transtorno do espectro autista (TEA), além do fortalecimento da rede de apoio a essas pessoas e seus familiares, foram discutidos em seminário regional sobre o tema, realizado em Turvo, no Sul de Santa Catarina. O evento
foi realizado nesta sexta-feira (28) pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Assembleia Legislativa, no Centro de Eventos Professora Iria Angeloni Carlessi.

O encontro teve início com apresentação cultural do grupo de dança da Apae de Sombrio, que mostrou o talento e a inclusão de pessoas com deficiência. O seminário foi proposto pelo deputado José Milton Scheffer (PP), vice-presidente da comissão da Alesc. O parlamentar destacou que o objetivo é promover o debate e trazer novas informações sobre o tema.

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“É uma oportunidade que a Assembleia disponibiliza para que as pessoas possam buscar mais conhecimento sobre o tema”, afirmou Scheffer. “Nessa área da inclusão, a informação e o conhecimento são ferramentas importantes para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.”

A programação contou com mesa redonda, palestras interativas e um painel sobre a rede de apoio com foco no bem-estar das famílias e das pessoas com a síndrome. O evento reuniu mais de 400 pessoas, entre elas Flaviana Rocho, mãe de um menino com autismo. Para ela, o seminário abre a possibilidade de novos caminhos para as pessoas com deficiência e seus familiares.

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“Meu filho não se comunica e eu tenho que achar meios para que ele se comunique, que ele participe. E esse seminário abre a possibilidade da gente conversar sobre essas necessidades para que eles possam realmente ser incluídos, possam participar da escola, da sociedade”, acredita.

Uma das atividades do seminário, o painel sobre a incidência de um diagnóstico duplo foi apresentado pela neurocientista Fabiele Baldino Russo, pesquisadora em autismo. Ela ressaltou que a cada quatro crianças com síndrome de Down, uma deve receber o diagnóstico do espectro autista.

“O grande desafio é o diagnóstico precoce do autismo em pessoas com Down. Por conta de se culpar o atraso no desenvolvimento pela síndrome ou pela deficiência intelectual, a intervenção precoce no autismo, que é importante, não acontece. Por isso, temos que ficar muito atentos aos sinais do autismo para iniciar essa intervenção o quanto antes”, explicou a pesquisadora.

A rede de apoio, considerada fundamental para o desenvolvimento e bem-estar das famílias e de pessoas com a síndrome e TEA, foi o tema da palestra da fisioterapeuta e coordenadora da Associação Amor Pra Down, Sandra Mara Martins Severino. Ela explicou como funciona a rede, que tem unidades em Balneário Camboriú e Itajaí.

“A rede de apoio é a base. Se a família recebe o diagnóstico, ela precisa desse apoio. Essa rede é muito ampla, pode ser a escola, uma associação”, explicou Sandra. “No caso da nossa associação, as famílias nos procuram e nós as orientamos sobre o que é a síndrome, sobre as possibilidades que a família têm e que as crianças terão futuramente. O quanto antes ocorrer essa procura, melhor.”

(Com informações da Rádio AL)

Fonte: Agência ALESC

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Redação SC Hoje
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