Personalidades do Parlamento: Osni Régis

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Palco principal de todas as atividades legislativas, de debates e aprovação das leis que regulamentam o Estado de Santa Catarina, onde se torna viva e concreta a expressão da vontade do povo e enaltece o espírito da democracia, o Plenário do Parlamento catarinense, desde 1991, homenageia o ex-deputado estadual, federal, ex-prefeito de Lages, jurista, professor de Direito e intelectual, Osni de Medeiros Régis.

Poliglota, autoditada, leitor assíduo de jornais e livros, Osni também empresta o seu nome a duas bibliotecas em Florianópolis, a do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina (USFC), e a uma particular, em Florianópolis, que a família mantém com mais de 15 mil obras no acervo.

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Nascido em Florianópolis, em 1º de dezembro de 1917, Osni de Medeiros Régis realizou toda formação na Capital catarinense: estudos primários, curso ginasial (Colégio Catarinense), em 1935, e bacharelado em Direito (Faculdade de Direito de Santa Catarina), no ano de 1944. Lecionou no curso pré-ginasial do Colégio Catarinense e na Escola Normal de Florianópolis e trabalhou no Departamento Estadual de Estatística, tudo isso antes de ingressar na carreira política. Em 1942, Osni foi nomeado, pelo interventor Nereu Ramos, diretor do Instituto de Educação de Lages. Em 1941, casou com Dilma da Silva, com quem teve a primeira filha, Regina Iara.

Em 1944, após o falecimento da primeira esposa – Dilma contraiu tifo – continuou como professor e diretor do Instituto de Educação e advogado em Lages, onde foi eleito prefeito em 1950 pelo Partido Social Democrático (PSD), com apoio da família Ramos, que dominava o meio político do município. Osni Régis foi professor concursado de Sociologia, Filosofia e História, além de professor de pós-graduação em Direito e em Ciência Sociais da UFSC.

Início da vida política
Neste período, Osni casou-se com sua segunda esposa, Maria Helena Camargo, natural de Bom Jesus (RS), filha de um dos fundadores do Partido Libertador de Santa Catarina, Carmosino Camargo de Araújo, mas que acabou migrando para a UDN, legenda pelo qual se elegeria vereador, em 1947 e 1952. Em 1950, nasceu o filho mais velho, Jorge Alfredo Camargo Régis. Em 1952, nasce a filha Isabel. O filho Osni Eduardo chegou em 1955, quando a família se preparava para se mudar para Florianópolis. Luís Antônio nasceu em 1958 e Daniel em 1966. Daniel faleceu ainda bebê e Luís Antônio, engenheiro da Petrobras, faleceu em um acidente de carro em 1985, no Rio de Janeiro. Atualmente, Osni conta com 15 netos e 17 bisnetos.

Pelo PSD, elegeu-se deputado estadual, com 5.579 votos – o mais votado de seu partido, para a 3ª Legislatura (1955-1959). Reeleito deputado, com 5.508 votos. Entre 1961 e 1962, ocupou os cargos de secretário de Estado da Viação e Obras Públicas e de secretário da Educação e Cultura, nomeado pelo governador Celso Ramos.

Osni Régis foi eleito deputado federal em 1962, com 23.023 votos e foi vice-líder da sigla. Em 1967, filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), foi reeleito deputado federal com 22.306 votos. Depois do Parlamento, continuou a se dedicar à advocacia e à docência da UFSC.

Homenagens
Osni Régis faleceu em 25 de janeiro de 1991, em Florianópolis. Em 6 de março deste mesmo ano, por iniciativa do então deputado, Sérgio Grando (PCB), a Assembleia Legislativa resolveu o homenagear, batizando o Plenário com seu nome. Em seguida, a UFSC distinguiu-o com o título de Professor Emérito Post Mortem, e o Centro de Ciências Jurídicas batizou sua biblioteca com o nome do professor, que ajudara a instalar o curso de pós-graduação em Direito.

Fonte: Agência ALESC