Alesc recebe a exposição “Rendeiras”, da artista plástica Raquel Storck

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A delicadeza da renda de bilro e o perigo da extinção desta arte, além da paixão pelo artesanato manual, são as inspirações da artista plástica Raquel Berenice Storck, que cria suas obras que simplesmente surgem em quando prepara as séries de suas obras. A exposição “Rendeiras”, que abriu nesta segunda-feira (23), pode ser vista até 17 de julho na Galeria de Arte Ernesto Meyer Filho, no hall do Palácio Barriga Verde.

Natural de Porto União, onde preside a Associação Arte de Porto, que visa preservar o trabalho artesanal manual e resgate cultural da região Norte, principalmente dos artesanatos ucranianos, alemães, entre outros, Raquel é defensora, em especial, da técnica de pintura decorativa Bauernmalerei, criada na Alemanha no século XVII.

“Sou apaixonada pelas rendas e as rendeiras fazem um trabalho que admiro muito e o perigo de extinção desta arte, por mais que a gente saiba que existem polos que trabalham com rendas, me veio à inspiração para a série em homenagem as rendeiras.”

Autodidata, Raquel compõe seus quadros com tecidos e linhas de várias gramaturas e cores. Os elementos, colocados de forma intuitiva, fazem com que alguns traçados lembrem as linhas arquitetônicas da Ponte Hercílio Luz.

A artista foi selecionada pelo edital de 2020 da Galeria de Arte Ernesto Meyer Filho da Alesc, e a exposição “Rendeiras” também quer chamar a atenção para o risco do esquecimento desta atividade. “Por conta da globalização e a acelerada mudança nos costumes, às gerações mais recentes de descendentes de açorianos se sentem cada vez menos conectadas com esta tradição.”

Sobre ser selecionada para expor na Alesc, Raquel diz que o convite surgiu em um momento importante de sua vida, já que estava se questionando profissionalmente sobre ser ou não uma artista. “Amigos me sugeriram expor meu trabalho, me inscrevi no edital e fui selecionada, é uma alegria e tanto e uma enorme satisfação profissional.”