Arquivo Histórico de Joinville celebra 50 anos com programação especial


No vai e vem da rotina de quem passa pela avenida Hermann August Lepper, um dos prédios que chama a atenção é o Arquivo Histórico de Joinville, que neste domingo (20), comemora 50 anos. É neste local que muitas das memórias joinvilenses estão guardas.

O primeiro mapa da cidade, documentos originais, a lista dos primeiros imigrantes, plantas de prédios mais antigos, documentos públicos e jornais são algumas das preciosidades que podem ser encontradas.

Para celebrar o cinquentenário do Arquivo, uma programação especial foi preparada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville. Durante a cerimônia oficial, foi homenageada a família de Adolfo Bernardo Schneider, que em 20 de março de 1972 teve a iniciativa de criar um arquivo municipal dentro de uma das salas da Biblioteca Pública Municipal, e Miraci Deretti, primeiro presidente da então Fundação Cultural e coordenador do Arquivo Histórico. A praça ao lado do Arquivo leva o nome de Miraci e uma placa conta a história do homenageado para quem visita o local.

Na cerimônia, houve o descerramento de uma placa em comemoração aos 50 anos e durante o dia ocorrem apresentações culturais e visitas guiadas.

Ivone Manske Piffer, que é advogada, participou da primeira visita. “Essa era uma curiosidade de infância. Sou joinvilense, via o prédio, achava bonito e tinha curiosidade de conhecer um pouco do acervo. Estou muito feliz de ter a oportunidade e ver que o trabalho é conduzido de forma profissional, tem muito material preservado. O que mais chamou a atenção foram os livro dos imigrantes, de quem saiu da Europa e quem chegou ou faleceu no caminho. Saio com a curiosidade de saber um pouco mais sobre a historia da minha família”, conta Ivone.

Para o historiador e coordenador do Arquivo, Dilney Cunha, abrir o espaço para visitação é trazer a história para mais perto das pessoas.

“Uma coisa é a pessoa vir aqui como pesquisador e pedir um documento, outra coisa e ela conhecer a riqueza que é o acervo, ver a diversidade de documentos que tem lá e como as pesquisas podem ser ampliadas. Ter esse contato visual com todo o material é fundamental”, reforça Dilney.

O atual prédio foi construído especialmente para ser um arquivo e a obra teve o apoio financeiro do Governo da Alemanha, fato relembrando no depoimento de Rodrigo Bornholdt, cônsul honorário da Alemanha, em Joinville.

Toda a arquitetura leva em considerações questões como temperatura e tem tecnologia que evita a umidade. Estes pontos são essenciais para a conservação dos documentos. Quem manuseia estes materiais também precisa usar luvas e ter cuidados especiais. No local onde o acervo é mantido há controle da luminosidade.

O secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth, agradeceu aos servidores, ex-coordenadores e todos que de alguma forma contribuíram durante esses 50 anos.

“Várias ações foram feitas em preparação ao cinquentenário do arquivo, como a revitalização da praça e a limpeza da fachada. Não basta que a gente receba um arquivo histórico criado pelo Adolfo Schneider, dirigido por vocês coordenadores e trabalhado pelos servidores. Nós precisamos trabalhar para que os próximos 50 anos sejam melhores que os primeiros”, afirmou o secretário durante o discurso.

Pela manhã, com um trecho da avenida fechada pelo Detrans, a Secretaria de Esportes montou uma estrutura com brinquedos e recreação que animou as crianças.

Na próxima quinta-feira (24), às 19h, ainda em comemoração ao aniversário, o público está convidado para participar da mesa redonda “50 anos do Arquivo Histórico de Joinville: história, memória e cidade”. O encontro será no próprio Arquivo Histórico de Joinville e a entrada é livre.

Arquivo Histórico de Joinville

O Arquivo Histórico de Joinville foi criado em 20 de março de 1972 por uma iniciativa do historiador Adolfo Bernardo Schneider. De 1972 até 1986, o Arquivo funcionou em uma das salas da Biblioteca Pública Municipal.

Em 1986, após uma mobilização de vários segmentos da sociedade joinvilense foi inaugurado o atual prédio onde está localizado hoje, fruto de um convênio firmado entre a Prefeitura de Joinville e o Governo da Alemanha. A edificação, em estilo modernista, é tombada como patrimônio cultural da cidade.

O local tem no acervo jornais, fotografias, projetos arquitetônicos, mapas, lista de imigrantes, cartas, decretos de terra, entre outros documentos referentes à história e ocupação de Joinville, que datam da época da colônia até os tempos atuais.

O material é aberto à consulta de toda a comunidade gratuitamente. O agendamento deve ser feito pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 3422-2154. O atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

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