Padre Pedro defende recursos a fundo perdido para a agricultura familiar


O deputado Padre Pedro Baldissera defendeu, na manhã desta quinta-feira (03), na sessão plenária da Alesc, políticas públicas permanentes e recursos a fundo perdido para a agricultura familiar, que mais uma vez sofre com a estiagem que castiga a região Sul do País, especialmente as regiões Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. “O movimento deste setor representa quase 50% da economia e mantém viva a atividade e as finanças dos municípios, do estado e até da federação.”

Padre Pedro questionou quais são efetivamente as políticas nacionais e estaduais voltadas para o pequeno produtor. “Centralizamos as emendas parlamentares, que são recursos a fundo perdido, em ações para centros urbanos, como calçamentos, asfalto, construções. Não que não mereçam e que não sejam importantes. Por outro lado, os recursos alocados para programas para o homem do campo são escassos”, disse.

O parlamentar ressaltou que, na maioria das vezes, as emendas para as cidades valorizam terrenos e empreendimentos de cidadãos que se beneficiam sem contrapartida. “Como o jovem vai continuar na agricultura se percebe que não tem perspectiva, que existe um abismo entre o sonho e a realidade? As famílias estão esvaziando. Há famílias que não produziram um grão de soja ou milho com esta seca e tiveram que vender as vacas que produziam leite e geravam renda durante o mês porque não tem pastagem para alimentá-las”, lamentou.

O deputado reiterou que é preciso repensar o modelo de agricultura com novas estruturas, para que o recurso de fato chegue à ponta, aos agricultores que estão na roça sofrendo com a ausência da água. “Temos que construir políticas para manter o homem no campo produzindo alimentos”.

Segundo ele, os desafios são grandes e o Oeste está destinado a conviver com a seca. “Nas últimas duas décadas, todo o ano tivemos focos de estiagem. A nossa região é privilegiada com os chamados rios voadores gerados pela Floresta Amazônia e a Cordilheira dos Andes. Mas com o desmatamento estamos começando a pagar caro.”

Juliana Wilke

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