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Diagnóstico precoce da hanseníase é fundamental para evitar agravamento da doença


Janeiro é o mês para conscientizar sobre a hanseníase, doença infectocontagiosa causada por uma bactéria e que afeta pele e nervos periféricos. O Dia Mundial de Combate à Hanseníase é no último domingo do mês de janeiro. A data foi instituída em 1954, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em Joinville, o tratamento é ofertado gratuitamente pelo SUS, no Centro de Vigilância em Saúde que fica na rua Abdon Batista, 172, Centro, entre 7h e 13h. Durante este mês, um laço roxo e uma faixa em frente a fachada da unidade, lembram quem passa por ali sobre os cuidados com a doença.

O encaminhamento é feito pelas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) ou por clínicas privadas e é por demanda espontânea, por isso não é preciso marcar consulta. A equipe de enfermagem realiza a triagem e se a doença for diagnosticada, o paciente é atendido por um médico e começa o tratamento, que tem duração entre 6 e 12 meses.

A hanseníase tem cura, mas precisa ser identificada rapidamente, pois assim que a pessoa inicia o tratamento, ela deixa de transmitir. “É fundamental aumentar a detecção na fase inicial da doença, realizar diagnósticos precoces e vigilância diante da mínima suspeita de um provável caso”, explica Fabiane Rocha, coordenadora da Unidade de Assistência Especializada, da Secretaria da Saúde de Joinville.

Joinville é referência no tratamento da doença, que pode atingir pacientes de todas as idades, no entanto é menos comum em crianças. Atualmente, 33 pessoas fazem acompanhamento na cidade, sendo que 6 são de outros municípios. A taxa de cura em Joinville é maior que 90%, mas ainda há casos de diagnósticos tardios.

“A gente tem observado que ocorre esse tipo de diagnóstico em Joinville, quando a pessoa só procura um atendimento quando já está com uma certa incapacidade física”, afirma a coordenadora.

Manifestação da doença

O aparecimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou escuras em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato são sinais de alerta. Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos, dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos de braços, mãos, pernas e pés também podem ocorrer, além da diminuição dos pelos e do suor.

O comprometimento dos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés, é a característica principal da doença, o que pode provocar incapacidades físicas e, inclusive, evoluir para deformidades.

“Estas incapacidades e deformidades podem levar a diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e problemas psicológicos. Além do estigma e do preconceito contra a doença”, explica Fabiane.

A transmissão se dá quando uma pessoa doente e que ainda não iniciou o tratamento, tosse ou espirra. Vale destacar que o contato direto por meio de abraço ou aperto de mão, não transmite a doença. Em casa ou no trabalho não é necessário separar as roupas, pratos, talheres e copos.

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Redação SC Hoje
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