Novos alargamentos de praia chegam ao IMA


A Prefeitura de Florianópolis deu mais um importante passo para a execução de novos engordamentos de praia da cidade. Na última semana, foram encaminhados ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) os projetos executivos e os estudos ambientais simplificados para os alargamentos das faixas de areia dos Ingleses e de Jurerê, no Norte da Ilha. Os documentos seguiram acompanhados de solicitações de concessões da Licença Ambiental Prévia (LAP) para ambos os casos. 

Assim que essas licenças saírem já serão lançados os processos licitatórios para as contratações das empresas que vão ficar responsáveis por executar as obras, que contam com recursos assegurados e serão conduzidas pela Secretaria de Infraestrutura. E, nesse ínterim, a Prefeitura fica no aguardo da Licença Ambiental de Instalação (LAI) do IMA para poder dar as ordens de serviço.

Ingleses

O engordamento dos Ingleses vai acontecer no trecho de 2.870 metros de extensão da Foz do Rio Capivari ao Canto Sul da praia, próximo das dunas, por ser o trecho de menor faixa de areia. Atualmente, ela é de cerca de 20 metros, na área da foz do rio, enquanto, no Canto Sul, chega a inexistir, em alguns pontos. A expectativa é a de que passe a ter uma largura uniforme de 45 metros, ao final das obras, e de 35 metros, após a conformação feita pela maré.

Para tanto, será deslocado de jazida que fica a mil metros da orla um volume total de 462 mil metros cúbicos de areia de mesma coloração e granulometria da praia.

Jurerê

No caso de Jurerê, será alargada toda a extensão da praia, de 3.380 metros. A ideia é a de que a faixa de areia, que assim como nos Ingleses inexiste em alguns pontos, fique com uma largura uniforme de 45 metros, inicialmente, e de 30 a 35 metros, depois da acomodação da maré. Neste caso, a jazida fica a 1.350 metros de distância da costa, e serão “puxados” 427 mil metros cúbicos de areia com as mesmas características da praia.

Cabe destacar que ambas as situações, dos Ingleses e de Jurerê, necessitaram apenas de estudos ambientais simplificados por envolverem menos de 500 mil metros cúbicos, cada um. Por isso, não precisam de Estudo de Impactos Ambientais, o EIA/Rima para que o IMA conceda a LAP.

Obra se paga

O secretário de Infraestrutura, Valter Gallina, destaca que, pelos estudos realizados e pela experiência adquirida com o alargamento feito na praia de Canasvieiras, o desenvolvimento econômico da região pagará o investimento nas obras no prazo de cinco anos. “Obras assim geram emprego e renda, e promovem desenvolvimento econômico, além de garantir mais lazer e qualidade de vida aos moradores e turistas”.


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