Dezembro Laranja promove a prevenção ao câncer de pele


A campanha Dezembro Laranja, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de incentivar a prevenção ao câncer de pele, traz como tema desta edição “Adicione mais fator de proteção à sua vida”.

No Brasil, entre os anos de 2013 e 2021, foram registrados cerca de 205 mil casos de câncer de pele e 32 mil pessoas morreram devido à doença, conforme dados do Painel da Oncologia do Ministério da Saúde.

Nesse mesmo período, Santa Catarina foi o quinto estado com maior incidência da doença, com quase 17 mil diagnósticos. Em Joinville, de 2016 a 2021 houve 8.967 casos de câncer de pele, conforme números da Secretaria da Saúde.

Desse total, os tipos mais comuns da doença são o Carcinoma basocelular (6.760 casos) e Carcinoma escamoso (1.678 casos). Em âmbito mundial, esses são os tumores mais comuns em pele e não possuem características de promover metástases ou causar doença disseminada. Porém, as lesões podem levar a grandes prejuízos da qualidade de vida.

Protetor solar e diagnóstico precoce

Os principais fatores de risco para o câncer de pele são a exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida e os episódios de queimadura solar.

“Juntamente com roupas adequadas, chapéus e óculos, o protetor solar é o nosso maior aliado na prevenção do câncer de pele. Deve ser sempre aplicado em quantidades generosas, antes da exposição ao sol, e reaplicado de duas a três vezes ao dia, ou logo após banho de mar, piscina, ou exercício físico intenso”, explica o dermatologista da Secretaria da Saúde de Joinville, Rodrigo Clasen Moritz.

Diante da ampla oferta de protetores solares disponíveis no mercado, o médico orienta que, se possível, a indicação do produto mais adequado para cada tipo de pele ou situação, deve ser feita por um profissional. Mas de forma geral, o filtro deve sempre possuir fator de proteção solar igual ou maior do que 30, independentemente da marca.

Em relação a possíveis sintomas da doença, pintas que estejam mudando de tamanho, formato ou cor, feridas que não cicatrizam, ou sinais que destoem dos que a pessoa já possui, podem ser indícios que devem ser examinados por um dermatologista.

E o médico alerta: “Recomendamos que a pessoa não tente ‘queimar’ ou ‘cauterizar’ a lesão por conta própria, seja com o uso de medicamentos ou de soluções caseiras, o que poderia dificultar ou impossibilitar o diagnóstico em tempo hábil. O correto é buscar atendimento médico o quanto antes”.

Em Joinville, o indivíduo que possuir uma lesão suspeita deve buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) onde o médico, ao identificar uma lesão suspeita, vai encaminhar o paciente para o serviço especializado de dermatologia do município.

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