O final do ano enseja a muitas criaturas o desejo de mudanças

MELHORIAS ÍNTIMAS
Marta

O final do ano enseja a muitas criaturas o desejo de mudanças, ocorrências essas que invariavelmente são externas.
Se alocam recursos para a reforma do apartamento, compra de novos móveis, construção da piscina desejada, pintura de paredes desgastadas e outros itens do lar. No campo pessoal, roupas e adereços da moda são priorizados pela grande maioria dos indivíduos, e isso explica a explosão de consumo no período natalino.
Focado apenas na aquisição de bens transitórios, indispensáveis ou não, ao ser não resta muito ânimo para colocar na pauta de preocupações itens *que digam respeito às melhorias íntimas, quais sejam, mudanças de conduta, alterações de comportamento, assimilação de novos hábitos*.
*Essa prateleira fica em segundo plano*.
*Apesar de tudo o que está acontecendo ao seu redor e consigo mesmo o ser humano não se transforma*.
*Contaminados pelo consumismo desses dias que assinalam o Natal e o réveillon, o turbilhão de propagandas parece hipnotizar milhões, que empregam os escassos ou abundantes recursos de que disponham na aquisição de supérfluos e presentes diversos, cada um deles atendendo peculiar intenção*.
A dieta sugerida pelo médico é adiada para o ano novo. A revisão do comportamento, que no ano a findar-se causou distúrbios na família e na vida de relações, igualmente fica postergada para incerta data no futuro.
Reflexões sobre a vida, o sofrimento e experiências marcantes parecem sofrer estranha anestesia, deslocadas para um porvir pós festas.
Certamente que o momento do Natal, tipicamente festa de família, não deveria nos afastar do convívio com os entes queridos, oportunizando momentos de reencontro e estesia. O instante que assinala o final de cada ano é aguardado com crescente expectativa, onde muitos firmam para si mesmos comovedoras cartas de boas intenções, *as olvidando logo no primeiro dia do ano*.
Entra ano, saí ano, o aprendiz passa a acostumar-se com o fracasso, se admite chumbado às ocorrências comuns e opta livremente pelo estacionamento na zona de conforto onde se nutre, bebe, dorme e procria sem maiores inquietações.
E os grandes sonhos?
Onde ficaram os projetos de melhoria pessoal?
Como avançar sem reformas de profundidade?
Em inúmeras circunstâncias, o despertamento somente se dá quando a dor se apresenta inesperada, constrangendo o Espírito a reconsiderar prioridade aquilo que passou a ser descartável.
A enfermidade dilaceradora e imprevista, que chega e se instala, exigindo correção de rota do viajante desavisado.
A solidão, que se insinua, esquiva num primeiro momento, e logo depois se aloja nos vazios da alma, gerando tristeza e depressão.
O vazio existencial, que pareceu preenchido com as ruidosas festas de 31 de dezembro, mas agora se apresentam como fantasmas na alma que não vislumbra motivação para continuar existindo.
O ócio, corrosivo do metal sensível das emoções, e o medo, a convulsionarem as paisagens íntimas, gerando incertezas e inquietações de difícil diagnóstico.
*Ninguém, em sã consciência, haverá de condenar o cultivo da alegria e a convivência que esses dias patrocinam, mas também não se pode trancar na gaveta do esquecimento que as mudanças do significado existencial são prioridades na vida de cada um*.
Se o passado ensina, o futuro aperfeiçoa sem cessar. E o tempo presente ainda se constitui no melhor período para as deliberações que muita gente vem postergando a cada ano, as empurrando para impreciso futuro.
*O tempo é tesouro que não pode ser malbaratado sem graves prejuízos para as deficitárias evoluções de todos nós*. *Tudo retorna, menos a flecha disparada, a palavra dita e o tempo perdido, segundo velha sabedoria popular*.
Se tens apreço ao teu progresso, se desejas realmente crescer enquanto Espírito imortal, aproveitando teu estágio na escola terrestre, reserva a cada dia momentos para tuas reflexões, onde não sejas carrasco de ti mesmo nem procures justificar tuas insanidades no mundo.
Analisa-te com severidade.
*Julga a ti mesmo e pergunta, incessantemente, se aceitarias de outrem o que presentemente fazes aos outros*.
Vasculha, sem receio, o estoque de tuas emoções.
Identifica quantas vezes te comprometeste à mudança de conduta contigo mesmo, com familiares e com estranhos, perseverando no mesmo ramerrão que te tornou um estorvo para muita gente.
Por ora, a Divina Misericórdia tem ofertado tempo para tuas adiadas reflexões e consequente mudanças, mas nunca esqueças que Cronos é imprevisível, ocorrendo que no próximo Natal e final de ano estejas em outro plano, onde qualquer retomada da carta de boas intenções seja tardia digestão para teus sentimentos.
Com Jesus, o melhor tempo é sempre hoje.
Marta
Salvador, 09.12.2021
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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