Fabiano elenca motivos para rejeição de Bolsonaro atingir 65% nas pesquisas


Fabiano elenca motivos para rejeição de Bolsonaro atingir 65% nas pesquisas

O deputado Fabiano da Luz apontou que mais uma pesquisa presidencial divulgada ontem (Atlas) revelou que a aprovação do presidente caiu para 19% que consideram seu governo bom e ótimo e a rejeição chegou a 65%, percentual recorde para um presidente da República. “Não é a toa. O Brasil voltou ao Mapa da Fome. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde revelam que apenas 26% das crianças de 2 a 9 anos têm acesso a três refeições por dia.”

Segundo ele, o retrocesso foi assustador. Em 2015, no governo do PT, este índice era de 76%. “Hoje a maioria das crianças não toma café da manhã, não almoça e nem janta.” Ainda segundo este levantamento, atualmente 19 milhões enfrentam a fome diariamente e 112 milhões de brasileiros sofrem algum grau de insegurança alimentar, cerca metade da população brasileira.

O deputado Fabiano ressaltou que o presidente desagrada também as classes mais altas e que o setor econômico está perdendo bilhões porque o Brasil depende muito das relações internacionais. “O fato dele falar besteiras contra o mercado e o governo chinês, por exemplo, ocasionou enorme prejuízo para grandes empresas, pois quem coordena o corredor marítimo do mundo é a China.”

Ele disse que os empresários de outros países não estão investindo no Brasil porque o povo está passando fome e não tem poder de compra. No mercado interno, disse o parlamentar, o próprio presidente não oferece segurança para os negócios. “Sem contar o Paulo Guedes, o ministro da Economia brasileira que investe lá fora. Ele já é um grande propagandista de que aqui não é aconselhável investir.”

Compras na Argentina
Fabiano relatou que quem vai para o extremo oeste de Santa Catarina, na fronteira de Dionísio Cerqueira com Bernardo de Irigoyen, o litro da gasolina é R$ 2,94, o diesel R$ 2,72 e o óleo de cozinha a R$ 5. “Estão indo de galão buscar combustível, óleo de cozinha e botijão de gás na Argentina. E aí a gente escuta que a Argentina está quebrada, porque lá tem comunismo e socialismo. O povo também compra produtos de higiene e limpeza e comida. A carne, o filé, a alcatra, ou a maminha custam R$ 21,70 o preço médio do quilo. Nós estamos em um país com a inflação e o dólar nas alturas – e o Paulo Guedes dizia que se o dólar chegaria a R$ 3,50, se fosse muito incompetente e fizesse tudo errado.”

A situação do Brasil é muito delicada. “Criança sem comida em casa e tendo na refeição escolar seu principal alimento. Sem contar o desemprego, sem contar que nós não temos mais um programa de moradia, não se ouve mais se lançar programa habitacional.”

Segundo o deputado, lá fora a situação do Brasil é pior ainda. “Nem um chefe de estado faz questão de tirar uma foto ao lado dele porque não quer passar vergonha. Este é o ponto a que chegamos.” Para ele, não é uma questão de tirar Bolsonaro do jeito que fizeram com a Dilma e acabar com o país dali pra frente. “Ele é incompetente para governar o país, não tem essa capacidade, mas a resposta tem que ser dada nas urnas no ano que vem e é o que as pesquisas mostram que vai acontecer.”

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