Professores da RME desenvolvem atividades lúdicas para a alfabetização


Durante a pandemia, a professora Ana Falcão e o orientador André Furlan, da Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf), da Escola Básica Municipal João Gonçalves Pinheiro, localizada no Rio Tavares, pensaram em alternativas para essa fase de aprendizado das 25 crianças de 6 e 7 anos, da turma 12.

Foram 3 meses de projeto, com aulas presenciais, remotas no Google Meeting e em ambiente externo. “Algo extraordinário acontece quando aquelas crianças compreendem o sentido das letras e números, o processo de alfabetização é a luz do caminho para o conhecimento”, explica Ana. Os professores ressaltam que o apoio das famílias foi essencial.

Dentre as propostas, houve entrevistas com autores de livros, aula em ambiente extra escolar, jantares temáticos na casa de cada aluno, baú mágico, aula direto do Ribeirão da Ilha. “Interagimos e criamos uma energia que os ambientes da casa de cada aluno, da casa de cada professor e da escola se tornaram um só, mesmo que diante de uma tela de computador. Os números que eram dez se tornaram 30, 40, 50, 100. O amor e a alegria fizeram parte dessa grande festa alfabetizadora”, relata a professora Ana.

A diretora da unidade educacional, Elaine Seiffert, ressalta a magia desse momento importante da alfabetização na vida das crianças: “O mundo das letras vai sendo desvendado, os rabiscos se tornam pensamentos quando as letras se juntam. Pensamentos se transformam em conhecimento. A folha antes rabiscada se modifica, o livro cheio de imagens ganha outros significados, agora é possível ler o que nele está escrito”.

A pequena Dhara Brenny decorou a casa com o alfabeto, “Está até escrevendo no diário, contando como foi o dia. Ela tem pego uma folha em branco e anotado toda a palavra que a interesse. Por exemplo, quando brinca de massinha ela logo pergunta como escreve. Demonstra que está interessada em aprender”, explica a mãe da estudante, Viviane Maria Brenny.

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