Adrianinho questiona proposta de transição energética do carvão em SC


O deputado Adrianinho De Martini (PT) destacou nesta terça-feira (9), na sessão plenária da Alesc, que um pacto global pelo fim da exploração do carvão mineral para produção de energia elétrica foi firmado na Conferência Internacional do Clima, a COP26, colocando Santa Catarina no centro deste debate. A aliança foi formalizada para eliminar progressivamente o carvão das políticas energéticas dos países.

“Os signatários desta aliança comprometeram-se a barrar todos os investimentos – internos ou externos – em políticas energéticas assentadas no carvão e aquele que já foi o “ouro negro” catarinense, hoje é vilão global.”

Segundo Adrianinho, no âmbito local o cenário é complexo, pois o setor movimenta R$ 6 bilhões por ano na economia da região Sul do Estado e responde por cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

“Através do PL 270.0/2021, que cria a Política Estadual e o Polo de Transição Energética Justa do Sul de SC, o governo do Estado prometeu alternativas para o setor carbonífero, que agora, mais do que nunca, devem estar alinhadas à estratégia global de acelerar a transição para uma economia neutra em carbono e direcionando investimentos para a geração renovável de energia.”

No entanto, segundo ele, a proposta de transição energética enviada pelo governo à Alesc ficou muito aquém das expectativas, pois mantém a exploração do minério e, inclusive, estimula o uso do carvão, chamando-o de “carvão sustentável”. “O governo não apresentou no PL 270 quando vai começar a transição energética, como vai ser a substituição, por qual tipo de energia e como ou quando ela vai ocorrer. E isto é muito preocupante.”

Adrianinho ressaltou que neste curto espaço de tempo em que ocupa a cadeira de deputado estadual nesta Casa (é suplente do deputado Padre Pedro Baldissera), o primeiro projeto que apresentou, o PL 365/2021, institui a Política Estadual de Incentivo ao Uso da Energia Solar. “Seu objetivo é aumentar a participação da energia solar na matriz energética do estado, contribuir para a melhoria das condições de vida de famílias de baixa renda e estimular o uso de energia fotovoltaica em áreas urbanas e rurais”, disse.

Segundo ele, a proposta estimula a implantação de indústrias de equipamentos e materiais utilizados em sistemas de energia solar, o desenvolvimento e a capacitação de setores comerciais e de serviços deste setor.

“Sabemos dos benefícios do uso da energia solar e das barreiras existentes, mas precisamos criar uma estratégia de incentivos apropriados para a geração de energia solar fotovoltaica no ambiente do setor elétrico do Estado, que garanta o crescimento dessa fonte no mercado no médio ou longo prazo.”

Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  [email protected]
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