Campagnolo critica vandalismo realizado contra associação de produtores rurais


A fala aconteceu durante sessão ordinária na Alesc da última terça-feira (19/10)

A deputada Ana Campagnolo (PSL) se pronunciou a favor do agronegócio catarinense durante sessão ordinária da última terça-feira (19/10). A parlamentar exibiu no telão da tribuna um vídeo da invasão do MST e da Via Campesina à sede da Aprosoja, em Brasília (DF), no dia 14 de outubro. O prédio, que também abriga a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), foi invadido, quebrado e pichado pelos vândalos.

De acordo com a Via Campesina, os atos fazem parte da “Jornada Nacional da Soberania Alimentar: Contra o Agronegócio para o Brasil não passar fome”. Além de Brasília, também foram realizados ações em Recife (PE), Vitória (ES), Porto Velho (RO) e Florianópolis.

Ana responsabilizou a ideologia de esquerda pelo vandalismo praticado, associando-o, entre outros, ao curso de extensão sobre “a criminalização do agronegócio” oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Direita e esquerda existem em todos os âmbitos, principalmente no agronegócio”, declarou.

Em julho deste ano, Campagnolo já havia falado do assunto ao mostrar na tribuna uma denúncia recebida por um eleitor de Santa Catarina. “Um cidadão catarinense fez uma denúncia e remeteu ao Ministério Público acerca de um curso de extensão da UFSC que propõe uma radicalização contra o agronegócio do estado”, explicou.

O material trazia como título: Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação no Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias. O conteúdo ficou disponível na internet para inscrição e chamou a atenção de entidades nacionais, como a Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), que cobrou um posicionamento do MPF.

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