Dia Mundial da Alimentação: “Brasil não tem muito o que celebrar”, diz Fabiano


O deputado Fabiano da Luz (PT) falou em Plenário, nesta semana, sobre a triste realidade de milhões de pessoas que passam fome no Brasil. “Neste sábado, 16 de outubro, será o Dia Mundial da Alimentação. No entanto, o nosso país, que é um dos maiores produtores de comida do mundo, não tem muito o que celebrar”, lamentou o parlamentar, líder da Bancada do PT na Assembleia.

O deputado Fabiano disse que mais de 116 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar no Brasil e mais de 19 milhões de brasileiros passam fome. O parlamentar parafraseou o ex-presidente Lula: “A fome não é um fenômeno da natureza, a fome é um fenômeno da falta de vergonha na cara de quem governa este país. Porque nós mostramos que é possível acabar com ela.”

Segundo o deputado Fabiano, “chegamos ao ponto de ver quem tem fome comprando ossos que costumavam ser descartados por frigoríficos e açougues”. “E, na última semana, foi a vez de Santa Catarina virar notícia nacional pela venda de ossos. Isso é lamentável para um estado conhecido e reconhecido por suas riquezas e potências. Vejam que Santa Catarina tem 134 municípios no Mapa da Insegurança Alimentar”, criticou o parlamentar. 

“Em Santa Catarina, 355 mil pessoas têm renda familiar per capita de R$ 89 por mês, menos do que o preço de um botijão de gás, conforme apontou a jornalista Dagmara Spautz”, acrescentou o deputado Fabiano.

O parlamentar mencionou que o preço do gás de cozinha disparou e que o botijão já custa mais de R$100 em boa parte do país. De acordo com o IBGE, o preço do item aumentou, em média, 31,7% em todo o país. No ranking do preço médio de revenda, Santa Catarina estaria em primeiro lugar, com o botijão a R$105,77.

Enquanto isso, o preço médio da gasolina no país segue acima de R$ 6 e passa de R$ 7 em algumas localidades.

A população mais carente é a que mais sofre com as consequências dessas crises política, econômica e humanitária, lamentou o deputado Fabiano.

Em Santa Catarina, por exemplo, houve um crescimento de até 30% da extrema pobreza nos cinco maiores municípios (Florianópolis: 30,39%; Joinville: 28,13%; Chapecó: 25,95%; São José: 25,44%; Blumenau: 21,16%). Nessas cidades, o total de pessoas que vivem em extrema pobreza chegou a 71.939 em julho deste ano, conforme já divulgado pela imprensa estadual.

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