“Enquanto o povo passa fome, Paulo Guedes lucra com valorização do dólar em paraíso fiscal”

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News


O deputado Adrianinho De Martini (PT) disse nesta quarta-feira (13), no Plenário da Alesc, que enquanto o povo passa fome e procura osso no lixo dos supermercados, Paulo Guedes lucra com a valorização do dólar em suas contas nas Ilhas Britânicas Virgens (Caribe). “Configurando-se num evidente conflito de interesses entre o cargo de ministro da Economia e aquele que tem offshore, seja em paraíso fiscal ou qualquer outro lugar, ainda que declarado. Uma acusação gravíssima.”

O parlamentar destacou que em janeiro de 2019, cinco anos depois de abrir a offshore e depositar 9,55 milhões de dólares (cerca de R$ 51 milhões), Guedes virou o principal fiador do governo Bolsonaro e assumiu o cargo de ministro da Economia. “Sob sua responsabilidade está um enorme leque de decisões capazes de afetar seus próprios investimentos no exterior.”

Adrianinho frisou que o ministro da Economia do Brasil investe fora para não pagar imposto, ou, o que é ainda pior: leva seu dinheiro para o exterior porque é mais seguro, reafirmando que não confia na própria economia que está administrando.

“Agora, imaginem se fosse o ex-ministro da Economia do PT, Guido Mantega! Já estaria com prisão preventiva decretada, teria plantão em todas as emissoras de televisão dizendo que ´offshore é coisa de bandido´.”

Segundo o deputado, a abertura de uma offshore ou de contas no exterior não é ilegal, desde que o saldo mantido lá fora seja declarado à Receita Federal e ao Banco Central. Mas, no caso de servidores públicos, a situação é diferente. O artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, instituído em 2000, proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras, no Brasil ou no exterior, passíveis de ser afetadas por políticas governamentais.

“A proibição não se refere a toda e qualquer política oficial, mas apenas àquelas sobre as quais a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função. Caso do ministro Paulo Guedes.”

Juliana Wilke
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