Nova sede do Museu do Pontal será aberta com acervo de 10 mil peças

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Com um acervo de quase dez mil peças, a nova sede do Museu do Pontal será inaugurada em 9 de outubro como referência em arte popular brasileira, representada nas obras de 300 artistas de várias regiões do país. O novo equipamento carioca fica na Barra da Tijuca.Notícias de Santa Catarina - SC HOJE NewsNotícias de Santa Catarina - SC HOJE News

A sede foi construída em um terreno de 14 mil metros quadrados, incluindo 10 mil metros quadrados de área verde, onde foram plantadas dezenas de milhares de mudas de 73 espécies nativas brasileiras. 

Do museu, o visitante vai poder admirar a vista aberta para parte do conjunto de montanhas conhecido como Gigante Adormecido. O projeto do edifício de 2,6 mil metros quadrados de área construída, projetado pelos Arquitetos Associados, considerou a sustentabilidade e é livre de inundações, o que garante a segurança do acervo.

Até ficar pronto, foram muitos os problemas a serem superados. O antigo e tradicional espaço do museu, na região conhecida como Pontal, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, sofreu com enchentes por dez anos, o que era uma ameaça para o acervo. Os recursos para a construção da nova sede foram obtidos com uma grande colaboração coletiva que envolveu doações de mais de mil pessoas e participação do BNDES e de empresas como o Instituto Cultural Vale, Itaú Cultural, entre outras. Contou ainda com a aplicação da Lei de Incentivo à Cultura do governo federal e com o apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“É um espaço incrível. Um museu que tem uma história importante na cidade do Rio de Janeiro. Ele estava em lugar mais distante, com acesso mais dificultado. A partir do crescimento urbano daquela região do Recreio, do Pontal, houve uma degradação muito grande do espaço. A gente teve a honra e orgulho de começar isso na minha outra administração e hoje recebendo esse espaço. É uma instituição pública na sua dimensão mais importante. A prefeitura pôde ajudar, atores privados e, principalmente, a direção do museu que faz um trabalho fantástico há muitos anos”, disse o prefeito Eduardo Paes ao participar da cerimônia.

O diretor executivo do Museu, Lucas Van de Beuque, e a diretora curadora, Angela Mascelani, agradeceram a “todos os apaixonados pela arte e pela cultura popular do Brasil” que ajudaram para que o projeto fosse à frente, especialmente com a participação da sociedade civil organizada.

“A história desse museu exemplifica um caso feliz de uma iniciativa que começa como um sonho pessoal e se transforma em um empreendimento de forte caráter social. Uma instituição museológica que agrega a importância do seu patrimônio a ações diversificadas nas áreas de educação, pesquisa, difusão e conservação”, disse a diretora curadora do Museu do Pontal, Angela Mascelani.

“É algo fantástico estar agora com todo o acervo a salvo, com quase 10 mil obras em uma estrutura desenvolvida especialmente para as suas demandas e atributos. Mas foram tantos os desafios que às vezes nos fizeram questionar porque insistimos. A resposta foi pela importância de seguirmos contribuindo para que essa e outras gerações valorizem as diversidades artísticas e culturais brasileiras”, completou o diretor executivo do Museu do Pontal, Lucas Van de Beuque.

Na prévia da inauguração, na tarde desta quinta-feira (30), os convidados puderam percorrer as seis exposições, chamadas pelo Museu de Novos ares: Pontal reinventado, que vão inaugurar as atividades do espaço e marcar este momento importante da história. Uma delas será de longa duração, e as outras temporárias. Vão reunir 700 conjuntos de obras, com um total de cerca de duas mil peças do acervo do museu e de importantes coleções convidadas. A exposição de longa duração faz homenagem à proposta original de apresentação das obras do Museu do Pontal criada por seu idealizador e fundador, Jacques Van de Beuque (1922-2000).

A curadoria é assinada pelos diretores Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque, com a colaboração da designer Roberta Barros e do arquiteto Raphael Secchin no desenho expositivo. A pesquisa coube à Moana Van de Beuque e a coordenação de conteúdo a Fabiana Comparato.

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