Bombinhas discute venda de áreas do litoral para exploração de petróleo e gás


Mais de 1,5 milhão de catarinenses aderiram às petições que estão nas redes sociais pedindo a interrupção do leilão que quer explorar petróleo e gás no litoral catarinense. A informação foi repassada pela deputada Paulinha (sem partido), que defende a imediata interrupção da 17ª rodada de leilões para exploração de petróleo e gás em Santa Catarina. Ela alerta que não há estudos técnicos preliminares a respeito do assunto.

Bombinhas discute nesta quinta-feira (30), às 14hs, na Câmara de Vereadores, a venda de áreas de seu litoral para a exploração de Petróleo e gás em Santa Catarina.  

Em contagem regressiva para 7 de outubro, data agendada para a 17ª rodada de leilões para a concessão de áreas de petróleo e gás no litoral de Santa Catarina, a deputada Paulinha ainda destaca que o movimento #MarSemPetróleo ganha engajamento de peso como os 81 vereadores, que aderiram ao processo judicial movido pelo Instituto Arayara solicitando a suspensão do Leilão da ANP no dia 7 de outubro.

Além de Bombinhas, a rodada de discussão se intensificou nesta semana. Aconteceram audiências públicas em Garopaba, Araranguá e Itajaí.

Todos os eventos organizados pelas Câmaras de Vereadores querem debater os impactos socioambientais do leilão de exploração de petróleo no Estado.  A parlamentar foi taxativa ao afirmar que é importante a mobilização de todos para salvar o litoral catarinense até esta data, dia 7 de outubro.

“Recentemente os organismos da pesca artesanal e industrial se aprofundaram nesses estudos e a gente apurou que estamos de fato com o risco de perder a economia pesqueira, são mais de 300 mil pescadores. A atividade exploratória de petróleo traz danos irreversíveis. Pedimos a interrupção do leilão até que estudos sejam feitos, mais de 1,5 milhão de catarinenses estão nas redes sociais dizendo que querem a interrupção do leilão”, garantiu Paulinha, que abraçou essa pauta preocupada com o futuro do setor da pesca e do turismo catarinense.

Vinte e nove municípios do litoral catarinense correm o risco direto de sofrerem impactos ambientais ocasionados pela atividade petrolífera. Vale destacar que Santa Catarina tem o maior polo pesqueiro do país, com 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal. “Santa Catarina possui mais de 130 espécies de peixes comercializados. A pesca da tainha corre o risco de acabar”, disse a parlamentar.

Sem falar dos danos ambientais, alerta. “Corremos o risco de lidarmos com vazamentos de petróleo, como o ocorrido no litoral do Nordeste, em agosto de 2019, que causou um enorme prejuízo econômico (turismo e pesca), na saúde e para a biodiversidade”.

Em 5 de agosto, Paulinha coordenou a audiência pública, que discutiu “Os impactos econômicos e socioambientais da exploração de petróleo no litoral catarinense”. Entre os encaminhamentos está o abaixo assinado virtual #MarSemPetróleo, que está ganhando engajamento nas redes sociais. 
Para votar e se engajar, basta acessar os links http://chng.it/mvbMdsnt.
Petição #SOSLitoralSC https://soslitoralsc.arayara.org/

Petição #SalveBaleiaAzul
https://salveabaleiaazul.arayara.org/

Petição #SalveNoronha https://salvenoronha.arayara.org/

Valquiria Guimarães
Assessoria de Comunicação
Deputada Paulinha
048 991047676

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