AVC é tema de pesquisa e exposição em Escola Municipal de Joinville


A cada dia, em média, duas pessoas sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em Joinville. Ele é a segunda doença que mais causa mortes no mundo. A falta de informações da população em geral sobre sintomas e grupos de risco é um dos grandes motivos para o alto índice de morbidade.

Para os alunos do 9º ano da Escola Municipal Enfermeira Hilda Anna Krisch, no bairro Jardim Iririú, na zona Leste de Joinville, o assunto está dominado. Em parceria com a Associação Brasil AVC (ABAVC), eles se debruçaram sobre o tema e desenvolveram uma exposição interativa para conscientizar colegas e professores sobre os riscos desta doença do sistema circulatório.

O projeto foi uma iniciativa da professora Tathiane Souza, que leciona matemática na escola, com a neurologista Carla Moro, da ABAVC. A ideia, desde o início, era ir além da biologia ou das fórmulas matemáticas, e proporcionar aos estudantes uma aplicação prática do que aprendem em sala de aula. Após a conclusão das visitas dos colegas à Exposição Interativa do AVC, eles utilizarão os dados colhidos no evento para desenvolver trabalhos de estatística.

A exposição ficará até o fim do mês na unidade da Rede Municipal de Ensino. Os alunos contam com painéis informativos fornecidos pela Associação Brasil AVC para explicar sobre a doença aos colegas mais novos. Ao fim deste circuito, os participantes entram em uma gincana para verificar se as informações foram captadas e compreendidas, enquanto um balão é preenchido sobre um grande modelo anatômico de cérebro. Este cronômetro alternativo é uma forma de simbolizar o que acontece com uma artéria durante um acidente vascular cerebral.

“Foi uma oportunidade para os alunos terem um treinamento com uma médica neurologista, a dra. Carla, e contarem com o suporte da associação. O interesse deles em sala de aula ficou maior. Além disso, a nova Base Nacional Comum Curricular fala sobre promover a autonomia do aluno, e foi isso que eles fizeram: assumiram este projeto com responsabilidade”, analisa a professora Tathiane.

A neurologista Carla Moro concorda, e conta que a expectativa é que a Exposição Interativa do AVC sirva como multiplicadora de conhecimento sobre o assunto.

“O AVC é uma doença que pode ser prevenida em mais de 90% dos casos, e isso pode ser feito através de hábitos de vida que aprendemos quando somos jovens. Como são alunos do nono ano, eles são referência para os mais novos. Se eles trazem estas informações sobre saúde, podem funcionar como exemplo para os colegas”, afirma a médica.

Entre os estudantes, além do aprendizado, o desenvolvimento do projeto também proporcionou o sentimento de união. Eles precisaram encontrar formas de trabalhar em grupo para organizar a exposição e garantir que o trabalho fosse bem feito.

“Foi muito bom para aprendermos a trabalhar em equipe e a conviver novamente um com o outro”, avalia a estudante Kethelyn Talia Verner, de 15 anos.

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