Joinville implementa ações para garantir a segurança do paciente


Em 17 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente. Em Joinville, o desafio dos profissionais em saúde é alavancar as ações conectadas com as metas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O trabalho acontece diante do cenário desenhado pela pandemia do Coronavírus, que concentrou os esforços e atenções no controle e combate à pandemia.

Nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) o tema selecionado para este ano é a segurança materna e neonatal, priorizando os cuidados especialmente na época do parto. Na prática, profissionais têm recebido capacitação sobre o teste do pezinho, que identifica sete doenças precocemente, quando realizado pelo SUS. A recomendação dos profissionais é que o exame seja feito, preferencialmente, a partir de 48h após o nascimento, até o 5º dia de vida.

Segundo a enfermeira Manuelle Hölscher Belz, da Comissão de Segurança do Paciente da Secretaria da Saúde, nos últimos meses os trabalhos voltados para a segurança do paciente têm se intensificado.

“Em julho, houve retomada das reuniões de planejamento do núcleo de segurança, remodelação da equipe de trabalho e servidores envolvidos”, comenta a enfermeira.

Entre as ações já realizadas neste ano, destaque para a revisão do regimento interno, que se tornou um documento mais abrangente, envolvendo todas as áreas de cuidados e atenção ao paciente. Está em revisão o manual de biossegurança, publicado pela Secretaria da Saúde em 2013, cujo conteúdo compreende todas as normas e rotinas a serem seguidas para reduzir os riscos inerentes às atividades em saúde e que diminui danos aos pacientes direta e indiretamente.

Hospital São José vai implantar protocolo para evitar infecção generalizada

O Hospital Municipal São José vai implementar a partir de outubro o Protocolo de Sepse, doença conhecida popularmente como infecção generalizada. O objetivo é identificar rapidamente os sinais dessa doença e dar o tratamento adequado ao paciente considerado doente crítico. E, dessa maneira, reduzir as taxas de mortalidade associadas à Sepse, sendo que esta é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil.

“A Sepse iguala-se a casos de infarto, acidente vascular, politraumatizados e tem um número elevado de mortalidade devido ao agravo. Por isso é importante estabelecer esse protocolo para garantir o atendimento rápido, a identificação e os fatores de risco para que a equipe possa manejar adequadamente o doente”, explica Renata da Silva Laurett, coordenadora do Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica, Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente e Serviço de Controle de Infecção, do Hospital São José.

A implantação do protocolo vai começar pelo Pronto Socorro onde hoje já existe uma triagem com a classificação de Manchester.

“Pelo nosso fluxograma, o enfermeiro faz essa classificação, identifica e sinaliza se o paciente tem risco de Sepse. Em seguida, os médicos fazem análises clínicas e, se o paciente tiver os critérios, é remanejado como doente crítico e solicitada vaga de UTI para dar um direcionamento mais específico nessa linha de cuidado”, explica Renata.

A estratégia do Hospital São José para essa implantação será a capacitação da equipe médica para identificação rápida dos sinais de Sepse pelos plantonistas da emergência. Estes profissionais irão fazer as triagens, depois a compilação de dados para verificar se houve redução das taxas de mortalidade e sobre o agravamento do quadro dos pacientes.

Objetivos e metas

O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi definido em 2019 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os objetivos do dia são melhorar a compreensão global da segurança do paciente, aumentar o engajamento público na segurança da saúde e promover ações globais para prevenir e reduzir os danos evitáveis na atenção e assistência à saúde.

A OMS, em parceria com a Joint Commission International (JCI), estabeleceu seis metas de segurança do paciente: Identificar o paciente corretamente; melhorar a eficácia da comunicação; melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância; assegurar cirurgias com local de intervenção correto; procedimento correto e paciente correto; reduzir o risco de infecções associadas a cuidados de saúde; e reduzir o risco de danos ao paciente, decorrente de quedas

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