Recursos para rodovias federais e greve no Samu são assuntos na sessão


O deputado Ismael dos Santos (PSD) comunicou, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (16), que acompanhou o governo do Estado até Brasília para representar o Parlamento catarinense no ato de assinatura do acordo de cooperação técnica com o Ministério da Infraestrutura. O acordo permitirá o repasse de R$ 465 milhões em recursos do Tesouro estadual para acelerar obras em quatro rodovias federais.

Ismael destacou que a Assembleia Legislativa deu aval à operação, “um gesto inédito que vai beneficiar todos os catarinenses” e que foi reconhecido pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Depois de dois meses de impasse, foi acertado que R$ 300 milhões serão destinados à duplicação da BR-470; R$ 100 milhões irão para as obras na BR-163; R$ 50 milhões para a BR-280 e outros R$ 15 milhões serão empregados na pavimentação da BR-285.

Fake news
Ismael dos Santos protestou contra a divulgação de uma postagem que ele classificou como fake news, segundo a qual o Parlamento catarinense teria aprovado um projeto revolucionário para a educação básica de cunho feminista. “O que nós aprovamos aqui foi que no currículo escolar deveria constar a história de mulheres que fizeram história em Santa Catarina. O que fizemos foi valorizar a história de mulheres que contribuíram com a história catarinense. É esse tipo de cultura que queremos trazer”, enfatizou o deputado.

Greve no Samu
O deputado Kennedy Nunes (PTB) alertou que a partir desta sexta-feira (17) há previsão de greve do Samu nas regiões Oeste e também no Sul e cobrou do governo do Estado uma solução. De acordo com o parlamentar, está ocorrendo um “jogo de empurra-empurra” de responsabilidades e que o assunto já foi tema de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, mas nada foi resolvido. “O secretário [da Saúde] André Motta diz que não deve nada. A OZZ diz que o governo não pagou.” Kennedy acrescentou que a OZZ não cumpre regras trabalhistas, está colocando em risco a saúde e a segurança dos funcionários e utiliza veículos que não têm condições de trafegabilidade.  “Os funcionários vão entrar em greve para terem a possibilidade de receber férias, 13º e por condições adequadas de trabalho. Tem que corresponsabilizar o Estado por isso.”

Excesso de força
Kennedy sugeriu ao prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, que expulse os membros da guarda municipal que prenderam de forma violenta um rapaz de 17 anos que vendia alfajor no centro da cidade, conforme vídeos que circularam nas mídias sociais digitais, e utilizaram spray de pimenta contra as pessoas que se revoltaram. Com a ação, a Guarda Municipal de Itajaí envergonhou o trabalho de todas as guardas municipais, na opinião do deputado. “O prefeito foi para as redes sociais e repudiou, mas não basta repudiar. Eu teria expulso todos os envolvidos da corporação. Pelo menos a sociedade vê que tem um prefeito que não aceita efetivamente esse tipo de abuso. Agora está rodando pelo Brasil a imagem da nossa belíssima Itajaí por conta de uns energúmenos desses”, disse Kennedy.

PEC
O deputado Tiago Frigo (PSL) afirmou que está com dificuldades para coletar as 14 assinaturas de deputados necessárias para fazer tramitar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para determinar que a escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado seja realizada de forma mais qualificada. “Consegui oito assinaturas, mas tive bastante dificuldade”, disse. Ele considera importante que os deputados atuem em sintonia com a vontade da população

Rodovia Aristides Bolan
Frigo informou que o governo do Estado assinou contrato para execução da iluminação na Rodovia Aristides Bolan, uma das principais do Sul do Estado. No entanto, lamentou que a denominação correta da rodovia não seja utilizada. Esse nome foi dado ao trecho da SC-466 que vai da Avenida Centenário, no centro de Criciúma, ao acesso com a BR-101, em Içara, em homenagem ao ex-deputado Aristides Bolan, por proposição do ex-deputado Altair Guidi. O governo do Estado, no entanto, denominou esse trecho como “Via Rápida”. “O governo do Estado ignora a lei aprovada por esta Casa”, protestou Frigo, que questionou se faz sentido despender dinheiro e estrutura para fazer lei na Assembleia Legislativa.

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