Na Escola do Futuro da Tapera estudantes são construtores na cultura maker


Na Escola do Futuro da Tapera, unidade educativa da rede municipal de ensino de Florianópolis, os estudantes de 1º ao 5º ano têm aulas fixas semanais do componente curricular “Maker”, que compreende o ensino da robótica, com a professora Helena Viana Fraga Becker.

Fazendo jus à expressão “maker” , que significa em inglês “criador”,  as turmas são desafiadas a conceber robôs, carrinhos, casas, formar letras e números utilizando o material disponível, como sucata.

Para não deixar ninguém de fora, a escola imprimiu o “kit maker” na impressora 3D para os estudantes que estão 100% no ensino remoto. Desta forma, possibilita que essas crianças   tenham acesso a um material de montagem similar ao que está sendo oferecido àqueles com atividades presenciais.

Os desafios são mediados durante as aulas remotas junto com a professora de maker. Também idealizaram e construíram robôs com sucata.

Para os estudantes de 4º e 5º ano as aulas que ensinam robótica envolvem igualmente a montagem de material e programação da “placa Arduino” (plataforma de prototipagem) para mover um motor.

Conseguem fazer uma empilhadeira levantar e subir, um moinho mover, acender um LED, tudo isso com a prática da programação.

As aulas de maker que ensinam robótica para quem está 100% remoto envolvem a construção de circuitos eletrônicos através da ferramenta “Tinkercad”. Os estudantes também programam o “Arduino” através dessa ferramenta. Neste caso, porém, o Arduino e demais componentes são virtuais. Os estudantes, nessa situação, conseguem aprender sem ter os componentes físicos disponíveis em casa.

Para a professora Helena Viana Fraga Becker, o ensino da robótica e programação convida os estudantes a pensarem de que modo eles podem aplicar a tecnologia no mundo real para resolver algum problema real.

Auxilia as turmas no desenvolvimento do raciocínio lógico e na solução de problemas. “Os estudantes tornam-se construtores de invenções, exercendo protagonismo na criação das atividades, deixando de ser somente consumidores de tecnologia e passando a ser criadores”, finaliza.

A cultura maker desenvolve habilidades necessárias para se viver em uma sociedade cada vez mais tecnológica, lembra Melize Daniel, diretora da Escola do Futuro. “O que tem despertado cada vez mais a necessidade de novos paradigmas de alfabetismos e letramentos e acesso ao conhecimento através de dispositivos móveis conectados e da lógica ‘mão na massa’ “, enfatiza.

Conforme o secretário de Educação da Capital, Mauricio Fernandes Pereira, o objetivo é ampliar o interesse dos estudantes pelas tecnologias e pelo fazer, possibilitando que o acesso ao conhecimento seja aumentado a partir da experimentação e criação em plataformas digitais, em prototipagem e elaboração de projetos individuais e coletivos.

“Tudo isso, levando em consideração a criatividade, a autonomia e o protagonismo na busca por mudanças de suas realidades”.

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