Deputados destacam atos do dia 7 e crise no Hospital Regional de Joinville


Integrantes das bancadas do PSL, PL e PTB destacaram os atos políticos realizados no dia 7 de setembro, bem como a crise no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville, na sessão de quarta-feira (8) da Assembleia Legislativa.

Tiago Frigo (PSL) elogiou os brasileiros que foram às ruas no dia da independência e questionou a denominação de antidemocráticos os atos realizados em Brasília, nas capitais dos estados e em várias cidades país afora.

“Impeachment é um ato antidemocrático? Quando se pede o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é antidemocrático, mas o que tem de antidemocrático pedir o impeachment dos ministros do STF?”, perguntou Frigo, que lembrou que o impedimento dos membros da Suprema Corte está previsto na Constituição.

O representante de Florianópolis, que foi a Brasília protestar, sugeriu mudar a forma de escolher os ministros do STF e anunciou que prepara projeto de lei para alterar a escolha dos membros do Tribunal de Contas.

“Não pode virar aposentadoria de deputado”, criticou.

Jessé Lopes (PSL), Sargento Lima (PL) e Kennedy Nunes (PTB) concordaram com Frigo. 

“Foi a segunda edição da marcha da família com Deus pela liberdade”, avaliou Jessé, referindo-se à histórica marcha realizada em várias cidades brasileiras em 19 de março de 1964.

Jessé reclamou da cobertura midiática dos eventos de domingo, muito diferente do tom favorável das matérias relativas à marcha de 1964, e cobrou o que chamou de “omissão” do Congresso Nacional.

“Estamos cerceados pela mídia, pelas redes sociais, pelo STF e os nossos deputados e senadores em sua grande maioria, omissos”, desabafou o parlamentar, que em seguida criticou Alexandre de Moraes, do STF. “O ministro brinca de ditadorzinho, ele é o ofendido, o acusador, o advogado, o juiz, ele prende, ele é o bonzão e a Câmara calada e, principalmente, o Senado calado”.

Kennedy Nunes classificou os atos de “movimentações democráticas” e Sargento Lima ressaltou a carreata realizada em Joinville com cerca de 15 mil veículos.

Por outro lado, Kennedy denunciou que a falta de um equipamento para uso em cirurgias, chamado Arco em C, está agravando a crise no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt.

“O Arco em C usado para cirurgias está quebrado e pelo quarto dia uma senhora fez o jejum para a amputação da segunda perna e o hospital diz que não vai fazer a cirurgia”, lamentou o representante de Joinville, revelando logo após que a mulher é diabética e que ficou mais debilitada por causa dos jejuns consecutivos.

Além disso, Kennedy relatou que uma paciente do hospital veio a óbito e permaneceu por cerca de quatro horas no quarto coletivo.

“Vou convidar o senhor secretário André Mota Ribeiro para fazer uma visita, mas não avisa antes, que se avisar que vai tal dia eles arrumam corredores, compram florezinhas, intimidam os funcionários, preparam, limpam. Vai de supetão, de surpresa”, indicou Kennedy.

Sargento Lima apoiou o colega e questionou por que a região Sul foi contemplada com R$ 15 mi para a BR-285, enquanto a região Norte carece de investimentos básicos.

“Por que da benevolência com o Sul do estado? Ninguém consegue chegar a uma conclusão”, ironizou Lima, explicando em seguida que destinou recursos para aquisição de um Arco em C para o Hospital Infantil de Joinville.

“O do Regional já não funciona mais”, confirmou o também representante da Manchester barriga verde.

Kao Mondadori
Nilso Berlanda (PL), vice-presidente da Casa, noticiou a morte de Kao Mondadori (33) e de Sandra Camargo (70), mãe de Kao, ocorridas na manhã desta quarta-feira.

“Um trágico acidente de moto no Km 54 da BR-282, próximo de Rancho Queimado. Kao era vice-presidente da CDL de Campos Novos, muito amigo meu, lamento muito”, declarou Berlanda.

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