Sete de Setembro – A nova Independência do Brasil

7 DE SETEMBRO – A NOVA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A nacionalidade brasileira sempre aguarda suas datas cívicas com grande expectativa, em particular o sete de setembro, momento culminante em que, há quase dois séculos, o então imperador Dom Pedro I, no auge de seu transitório fastígio, declarava a então colônia brasileira emancipada das cortes de Lisboa. Um novo tempo histórico e de maturidade política e social raiava no cenário da nacionalidade do cruzeiro.
Sem derramamento de sangue em fratricídio execrável, como ocorreu com a França em 1789 e com os Estados Unidos, durante os anos da guerra de secessão, o Brasil tem se caracterizado pelas mudanças do seu tabuleiro político sem cenas de selvageria coletiva, conflitos armados de grande porte e trincamento de sua estrutura social. 
A base de um povo solidário e alegre, amante da liberdade e do respeito ao próximo tem se mantido praticamente intacto em toda sua tumultuada história sob domínio português, de meio milênio até os correntes dias.
De simples colônia, que abasteceu por vários séculos a opulência real de ouro e minerais valiosos, atravessando seu período curto de Império, com seus conchavos políticos e suas lutas intestinas, na República o país encontrou seu caminho de maturidade perante as demais nações e organizou, com maior febricidade, sua estrutura política e militar, sempre se destacando pelas amplas demonstrações de civilidade no trato das questões mais delicadas. 
Num povo religioso desde às suas origens, onde o caldeamento de raças e costumes o tornou mais forte e viril, o coração do mundo e a pátria do Evangelho sempre ofertou às demais nações os exemplos de renovação e mudanças sem utilização das guerras de arrasamento, possuindo em seus anais históricos momentos culminantes onde vultos célebres deram suas vidas para assegurar mudanças pontuais, preservando o país de costumeiras carnificinas que assinalam outras nações.
E quando o sete de setembro se anuncia novamente no calendário, não podemos ignorar que como os povos, deveríamos igualmente ter o nosso dia de libertação daquilo que nos oprime ou asfixia.
À semelhança do então Imperador do Brasil, ter a coragem de nos alforriarmos de vícios e construções mentais enfermiças, buscando um padrão de saúde moral e mental que nos favoreça com a homeostasia tão buscada.
Marchar sobre as nossas torpezas, alargando as nossas avenidas íntimas de ventura e esperança em dias melhores.
Agitar a flâmula verde-amarela com veneração e profundo senso de cidadania para com a pátria onde renasceu, não esquecendo que nesse momento delicado da grande transição planetária outros povos atravessam momentos difíceis de dor e esmagamento de suas liberdades individual e coletiva, assaltada sua estrutura política por hordas de bárbaros e equivocados, sob indução de mentes perversas, estacionadas na erraticidade inferior.
Nesse momento em que a pandemia ceifa diariamente centenas de vidas, milhões de homens e mulheres aptos para o mercado de trabalho estão dele alijados, é instante de união de forças para que o país volte a superar seu cenário de luto e desesperança, retomando os trilhos do diálogo que priorize a abordagem e solução dos graves problemas econômicos e sociais.
À semelhança de um coração, não pode a pátria do Evangelho sofrer um infarto causado por seus próprios filhos, solapando suas bases evangélicas e inutilizando sua capacidade de superação das situações inditosas enfrentadas e vencidas ao longo de sua história de glórias e ufanias.
Destinado por Jesus, governador espiritual da Terra, para ser o celeiro de abastança material de outros povos e foco de claridades espirituais por suas tradições religiosas e fraternas, o delicado instante vivido pela pátria brasileira reclama abnegação, espírito de renúncia em favor de um interesse maior que os egos em tresvario.
Suas instituições são sólidas, e suas intrigas políticas são de natureza secundária diante da miséria que se abate sobre milhões de bocas famintas, despossuídos de saúde e assistência e moradia digna, uma pandemia que não cessou seu cutelo implacável e uma crise hídrica que atinge quase todos.
Ao lado da oração, a ação responsável de todos, sem exceção, evitando o extremismo e a intolerância, o anátema e o estímulo ao conflito de qualquer natureza, porque somos um povo fadados à paz coletiva e à solução dialogada de nossas diferenças.
“Valiosa a emancipação de grilhões externos, mas fundamental a quebra de correntes íntimas, de natureza egóica, ainda nos chumbando ao pelourinho dos preconceitos”, seja de que tipo for, tisnando nosso tecido coletivo com as nódoas de nossa imperfeição moral.
“O destino do Brasil está nas mãos de seu povo, estando suas lutas de classe em plano secundário”.
Não esqueçamos os mártires que num tempo não tão distante ofertaram suas vidas para que outras fossem poupadas. Seus exemplos heróicos nos devem sensibilizar para a travessia desses dias de incertezas e inquietações de vulto.
Se em nossa bandeira se harmonizam cores distintas, refletindo as incalculáveis riquezas do Brasil, nosso maior patrimônio é a paz coletiva e nossa aliança com Jesus, bússola a guiar nossos frágeis barcos para o porto seguro da redenção coletiva a que estamos destinados.
Que a única ambição permitida nos corações seja o de ser hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje.
Tudo mais é transitório reflexo de nossas vaidades no espelho quebradiço das ocorrências humanas.
Marta
Salvador, 03.09.2021
Centro Espírita Caminho da Redenção – Mansão do Caminho
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano

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