Luciane lamenta que ameaças antidemocráticas deixem clima tenso na semana da pátria

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News


A deputada Luciane Carminatti (PT) lamenta que nesta semana que se inicia nesta quarta-feira (1º), ao invés de estamos exaltando com orgulho o amor à pátria, o clima no país é tenso e a pauta do Congresso está paralisada, uma vez que a energia está toda voltada a arrefecer os ânimos e evitar estragos pós-dia 7.

Isto porque Bolsonaro convoca apoiadores a se manifestarem no dia 7 de setembro para um “contragolpe” ao Judiciário para mostrar que ele e as Forças Armadas têm apoio para uma ruptura institucional. “Ora, as Forças Armadas devem obediência ao Supremo, e não o contrário. O poder militar é subordinado aos três poderes. Aliás, qualquer um deles pode determinar a garantia da lei e da ordem em face de ações de grupos de agressores. Está no artigo 142 da Constituição Federal”, frisou.

Segundo ela, vivemos tempos trevosos, estamos tristes, descrentes e vivemos sob ameaças golpistas projetadas por extremistas, respaldados pelo próprio presidente da República que chama e incentiva atos antidemocráticos. “Mas o que esperar de um gestor que não respeita o seu povo, que comete abusos contra os mais humildes, que despreza a diversidade sexual e de gênero, ataca a imprensa e pisoteia nos direitos humanos?”, questionou.

A parlamentar disse que as ações entoadas pelo presidente Jair Bolsonaro e apoiadores têm sido divulgadas pela imprensa nos últimos dias e se voltam contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. As duas instituições estão sob ameaça de invasão durante os atos programados para o dia 7 de setembro.

“Como ter paz e tranquilidade para vencer a crise e colocar o Brasil no caminho da prosperidade?”, perguntou. Segundo ela, a democracia se apresenta como o principal problema do governo Bolsonaro desde seu primeiro momento. Isso porque ela pressupõe convivência com a divergência, negociação política e respeito às instituições, o que não pode ser compreendido e aceito por quem tem o conflito como método.

A deputada levou ao Plenário a bandeira do Brasil e ressaltou que as cores do Brasil não são cores de golpe ou de afronta. “O caos promove o quê para a economia, para a educação? Traz que investimentos externos ao Brasil? Centenas de milhares de mortes por causa da pandemia da Covid-19, inflação ascendente, volta do Brasil ao Mapa da Fome, da miséria e do desemprego”, respondeu.

Segundo Luciane, “transformar adversários em inimigos e bodes expiatórios e usar a bandeira e Deus como escudo significa não ter competência para resolver os problemas cada vez maiores do nosso país.”

Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  [email protected]
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