Avanço da extrema pobreza se deve à destruição das políticas públicas de combate à fome

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News


O deputado Fabiano da Luz (PT) disse nesta quinta-feira (19), no plenário da Alesc, que Bolsonaro brinca com a vida das pessoas ao promover a destruição das políticas públicas fundamentais de combate à fome, como a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e a desidratação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por isso, a miséria explodiu e o Brasil retrocedeu na implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU).

Em Santa Catarina, já são 355.600 pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, número 17,8% maior do que havia em março do ano passado, no início da pandemia. “As cinco maiores cidades tem hoje 20% das pessoas que vivem com menos de 89,00 por mês, segundo dados de julho do CadÚnico/Ministério da Cidadania, publicados na NSC Total.

Florianópolis teve crescimento de 30,39%, Joinville 28,13%, Chapecó 25,95%, São José 25,44% e Blumenau 21,2%”, citou. O Estado tem 134 municípios no mapa da insegurança alimentar, quase a metade com pessoas na extrema pobreza e com dificuldade em se alimentar.

O deputado, que é coordenador da Frente Parlamentar de Apoio aos 17 objetivos da ONU na Alesc, afirmou que, conforme o Relatório Luz 2021, produzido pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, das 169 metas previstas nos objetivos – que vão desde medidas para combater a fome, até a promoção da educação inclusiva -, a serem atingidas até 2030, 54,4% estão em retrocesso, 16% estão estagnadas, 12,4% ameaçadas e 7,7% tiveram progresso insuficiente.

“Este diagnóstico apontou que o objetivo número um, que prevê erradicar a pobreza no Brasil, retrocedeu fazendo com que, em 2020, terminássemos com 113 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, ou seja, mais da metade da população sofre para conseguir se alimentar.” Por outro lado, destacou Fabiano, tivemos no ano passado 66 novos bilionários, 21 a mais do que em 2019. “Para aumentar o número de bilionários é preciso aumentar o de miseráveis.”

O deputado ressaltou que além da destruição das políticas públicas, Bolsonaro tirou direitos da população brasileira, criando mais dificuldades para o povo garantir o pão na mesa e se alimentar. “Se dizia que a gasolina estava cara a R$ 2,30 o litro, agora tem lugar que se paga R$ 7,00. Se dizia que o gás a R$ 35,00 era caro, hoje se paga mais de R$ 100,00 o botijão. Hoje está difícil para se alimentar e para viver. Tomara que no próximo ano esta realidade mude com as eleições e este governo seja coisa do passado.”

Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824  [email protected]
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