Ingleses passa a ter duas escolas municipais que atendem 2.500 estudantes


O bairro Ingleses, no Norte da Ilha, agora conta com duas unidades educativas de ensino fundamental. Além da Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino, a Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria Municipal de Educação, entregou à comunidade a EBM Neuza Paula da Silveira – Escola da Infância.

Com investimento de R$ 4,7 milhões, a nova escola tem 15 salas de aula e atualmente atende 663 crianças, sendo 465 do ensino fundamental e 198 da educação infantil.

Além das salas de aula e áreas administrativas, a EBM conta com laboratório de informática e ciências, brinquedoteca, salas de dança e de artes, biblioteca e área de leitura e áreas de recreação para as crianças.

O local tem ainda salas multiuso e multimeios, quadra de esportes, área de refeitório, cozinha, área de serviço e sanitários adulto, infantil e com acessibilidade.

Somando com os 1.898 matriculados na Herondina Medeiros Zeferino, as duas unidades reúnem 2.561 estudantes. 

O secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira, salienta que poder atender a comunidade com essa quantidade de vagas, mostra que a administração municipal está atenta às demandas da população. “O bairro Ingleses merece ter instalações como essas”, complementa.

*Quem foi a patronesse da nova escola*

Neuza Paula da Silveira nasceu em Florianópolis no dia 8 de julho de 1946.  Moradora dos Ingleses formou-se em magistério e começou a dar aulas aos 18 anos. Lecionou durante 28 anos, alfabetizando grande parte dos moradores do bairro, na antiga Escola Básica Municipal Gentil Mathias da Silva, onde trabalhou até sua aposentadoria.

“O importante não é o que se colhe, mas sim o que se semeia”. A mensagem está  na placa de homenagem feita para a professora Neuza, quando se aposentou no dia 4 de julho de 1991, aos 44 anos.

“A minha mãe alfabetizou praticamente todos os nativos que viviam aqui, inclusive eu e meus dois irmãos”, afirma Ana Lúcia, filha da professora.

Neuza faleceu no dia 12 de junho de 2017, aos 70 anos. Mas deixou seus ensinamentos para aqueles que tiveram a oportunidade de a terem como professora.

*Seguindo os passos* 

Ernanda Neuza da Silveira, a caçula da família, relembra que a mãe chegava em casa e guardava seus livros de aula para garantir que ela aprendesse por conta própria. “Quando ela era nossa professora, eu e minha prima chegávamos da aula e então ela escondia seus livros com as respostas para nós duas não pegarmos às escondidas e vermos as respostas”.

Ela cita que Neuza Paula queria que ela fosse professora também. “Mas, eu dizia que não queria seguir essa carreira jamais, pois eu via que não era fácil. A mãe chegava da aula e trabalhava por horas em casa, preparando o conteúdo das aulas, corrigindo caderno por caderno dos alunos”, conta Ernanda, que é formada em Pedagogia e trabalha na rede municipal de ensino da Capital.

“Eu decidi seguir o caminho da educação por causa dos meus filhos, não foi logo de cara. Depois que me formei no ensino médio e com a maternidade, veio a vontade. Hoje me arrependo de não ter iniciado antes”.

Ernanda, que já trabalhou durante 12 anos em uma escola privada, é profissional na rede municipal há cerca de oito anos, lecionando no Neim Ingleses.   Seguiu os passos de sua mãe, assim como era do desejo dela.

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