Professora incentiva interação virtual entre alunos do ensino remoto


O ensino remoto foi a solução encontrada para que a pandemia da Covid-19 não interrompesse o estudo dos alunos. Mas, mesmo dando continuidade à escolarização, muitas crianças e adolescentes ficaram abalados pela falta de convívio com os colegas de sala de aula. Para amenizar esse isolamento, a professora Mara Solange Herte, da Escola Municipal Valentim João da Rocha, no bairro Vila Nova, incentivou a interação virtual entre as crianças, fora do horário de aula.

Este ano, as aulas da rede municipal adotaram o ensino de modo híbrido, com a opção de estudo 100% remoto para os pais e alunos que optassem pela modalidade. Esses alunos que ficaram estudando apenas em casa foram o foco das ações de Mara, que leciona para os anos iniciais do fundamental 1.

“Os alunos assistem as aulas por meio das videochamadas, mas estava faltando a interação com outras crianças, aquela convivência onde eles têm a sua própria linguagem. Os alunos estavam se sentindo isolados, ansiosos, e isso poderia gerar traumas emocionais”, afirma a professora.

Incentivados por Mara, os colegas começaram a compartilhar seus números de contato, formando grupos de estudo e de bate-papo. Assim, os alunos podiam estudar, conversar e fazer recreios virtuais nos horários que achavam melhor. Não demorou para a professora receber mensagens dos pais das crianças, elogiando a iniciativa e comemorando o quanto o rendimento – e estado de espírito – dos estudantes havia melhorado.

“Outro ponto positivo foi que, devido eles terem criado a própria rotina e um colega estar preocupado com o outro, os roteiros de estudos acabam sendo entregues em dia com a autocorreção realizada, reforçando o conteúdo”, pontua Mara, que tem 25 anos de experiência como docente.

“A maior conquista desse desafio foi fazer com que eles se adaptassem e gostassem de estudarem juntos. E o resultado foi além do esperado, pois eles criaram em cada turma um grupo de estudo com um cronograma de disciplinas, com dias e horários para serem realizados. Também estipularam para cada dia um aluno responsável em fazer a videochamada e direcionar o estudo, assim como, anotar o integrante que não pode participar, até oferecendo ajuda fora do horário destinado ao estudo do grupo. E tudo isso criado por eles!”, comemora a professora.

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