Escola municipal da Capital utiliza stop motion para letramento digital


A Escola Básica Municipal de Florianópolis Virgílio dos Reis Várzea, em Canasvieiras, colocou em prática o projeto “Brincar de animar: o stop motion como estratégia de promoção do letramento midiático”.

Conforme a professora de tecnologia da Unidade, Sandra Dias da Luz, o objetivo é desenvolver habilidades essenciais aos estudantes do 1º ano por meio de narrativas de contos clássicos na criação de animações.

Sandra Luz integra, na rede municipal de ensino da Capital, o grupo Mané Maker, juntamente com os professores de tecnologia Giselle Araujo e Silva (EBM José Jacinto Cardoso), Luciano Greis (EBM José Amaro Cordeiro) e Thiago Ribeiro Alves (EBM Lupércio Belarmino da Silva e EBM Costa de Dentro).

O projeto em que a professora aplica em sua escola é resultado da participação do Mané Maker no 4º Programa de Residência Criativa, ofertado pelo Instituto Anísio Teixeira.

O Programa visa fomentar práticas educacionais pautadas na aprendizagem criativa. Nele há um sistema de mentorias online em que cada equipe conhece 8 profissionais referência em sua área de atuação para auxiliar a conceber projetos nas escolas dos participantes.

De acordo com Sandra Luz, a equipe Mané Maker se viu com o desafio de promover a aprendizagem significativa com crianças do primeiro ano. Foi então que surgiu a ideia de unir recursos que eles têm em casa, as aulas no sistema híbrido e o imaginário infantil.

“O projeto funciona por meio de oficinas, são oito ao total. Antes de iniciar a prática, os estudantes levaram para casa um livrinho com uma letra do seu nome em cada página, um scrapbook”, ressalta a professora.

 

RAPUNZEL, CHAPEUZINHO VERMELHO E OUTROS

  

Os cinco primeiros encontros foram dedicados ao preenchimento desses livrinhos. A professora conta as histórias que os estudantes escolhem. Rapunzel, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e O Patinho Feio foram os elencados pelas crianças. “Após a leitura do texto, passamos a ler as imagens, a conversar sobre elas e o que cada uma suscitava neles”.

A docente rememora que em uma das aulas, um estudante pegou o pacote de bolacha e utilizou o verso, que é laminado, para recompor o Patinho Feio. “A criança viu nesse simples pacote de bolacha algo a mais, inspirado na história e com material que possuem em casa a imaginação e a criatividade foram incentivadas”.

Com o livrinho preenchido, as crianças brincam de animá-lo, passando folha a folha as letras do seu nome. Esse movimento de imagens que estão em um livro chama-se flipbook e é um dos princípios da animação.

HORA DE IMPRIMIR MOVIMENTOS

  

Na sequência, o jogo digital entra em cena para levar o trabalho do impresso ao digital. Nesse game as crianças colorem seu nome, tiram print e enviam à professora.

Finalizando o trabalho, as imagens são colocadas em um site e as crianças vão experimentando imprimir movimentos às letras agora por meio digital. “Assim o stop motion é construído”, explica Sandra Luz.

Com essa pluralidade de idéias, a profissional acredita que auxilia na formação do leitor atual, que nasceu com as mídias digitais na mão, sem perder a infância, a imaginação e o lúdico.

Para o secretário municipal de Educação, Maurício Fernandes Pereira, é de suma importância utilizar as tecnologias digitais para conhecer e recriar narrativas. “Isso  desenvolve a imaginação e aprendizagem por meio  de contos clássicos”.

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