Fabiano defende Celesc pública e diz que população é induzida a defender venda

Notícias de Santa Catarina - SC HOJE News


O deputado Fabiano da Luz (PT) comentou, na sessão plenária desta terça-feira (3) na Alesc, que leu na coluna de um jornal local a entrevista do CEO da EDP Brasil, empresa portuguesa que detém parte das ações da Celesc, falando da necessidade da privatização da companhia e da intenção da EDP investir em Santa Catarina. “A Celesc é uma empresa que tem bons resultados, foi premiada em nível de Brasil e é uma das que tem a menor tarifa de energia dos estados brasileiros. No ano passado faturou R$ 518 milhões, mas os acionistas querem privatizá-la, é claro, com um faturamento destes.”

Ele destacou que o CEO da EDP disse que tem condições de investir e fazer a Celesc lucrar ainda mais e este é o grande objetivo de uma empresa privada: visar lucro. O deputado argumentou que a Celesc foi enxugando o quadro pessoal e não chama mais concursados, sobrecarregando os trabalhadores. No Oeste catarinense, tirou as equipes de assistência técnica que davam a resposta rápida e colocou uma terceirizada, centralizada em Chapecó.

“Quando dá um problema no sistema e um município pequeno fica sem energia, é necessário acionar a terceirizada, que tem que se deslocar. “É comum acontecer de uma comunidade ficar horas, ou um dia inteiro sem luz, até vim o socorro. Assim, o atendimento de urgência demora e gera reclamações. “Como é fácil induzir a opinião pública sucateando a empresa para depois dizer que ela não presta um bom serviço e precisa ser privatizada”, enfatizou.

Fabiano há tempos briga para instalação de energia trifásica no interior e áreas rurais, pois atualmente todo o investimento exige um sistema mais robusto. “Prefeitos nos ligam reclamando que querem ampliar o distrito industrial, mas as empresas não querem se instalar porque não têm energia trifásica”, contou.

Ele também questionou quanto a população vai pagar pela energia a partir do momento em que a Celesc for privatizada. “Como foi com a Vale do Rio Doce, que diziam que não dava lucro, a venderam com dois anos para pagar e hoje tem lucros bilionários. Vejam como está o preço do ferro.” Segundo ele, o mesmo aconteceu com o preço dos combustíveis, que está nas alturas, após a venda de refinarias brasileiras da Petrobras.

Juliana Wilke
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