Ética e a dignidade, a verdade e a transparência em discursos

Num mundo assinalado por intensas mutações, cada dia surge como dolorosa interrogação para muitos corações.
Incertezas de como será a própria sobrevivência, aquisição de algum trabalho que assegure o pão de cada dia e moradia constituem presentemente doloroso gargalo em milhões de famílias.
Em meio às ufanias passageiras, onde os palcos da beleza transitória se esfumam de um dia para o outro, onde o prestígio se dilui em meio a escândalos de variada procedência e a honra de muitos se mostra quebradiça, muitos trafegam na vida amedrontados e vulneráveis a esse momento de convulsões morais e discursos divorciados de atitudes saudáveis.
Pregações salvacionistas surgem do nada, como se os heróis da fé pudessem brotar do chão, inoculando entusiasmo passadiço nas multidões, que logo após são abandonadas por esses profetas de ocasião.
Lideranças empresariais ou políticas reacendem a esperança de milhões de compatriotas, zurzindo o látego verborrágico da indignação contra a corrupção e o descaso na economia e na vida pública, mas quando estas mesmas lideranças tem suas vidas reais expostas, um enorme desencanto destroça o ânimo de seus seguidores, criando um vácuo de credibilidade de difícil preenchimento.
Orientadores religiosos brotam a cada temporada, anunciando para multidões sedentas a chegada do reino de Deus, mas quando suas verdadeiras intenções são expostas, revelando torpeza e rapinagem, eis milhares de ovelhas desorientadas e perdidas, sob manipulação tóxica de salvadores e arautos midiáticos.
E o custo emocional e psicológico dessas incertezas e inquietações é muito alto, estendendo tentáculos dentro da família, nas reações interpessoais e adoecendo o indivíduo para novos desafios de superação. Uma lesão afetiva ou emocional é considerada muito mais dolorosa e imprevisível do que um acidente orgânico, cujos tecidos são reparados pelo metabolismo ao longo do tempo.
Uma pessoa traída no afeto demora a se erguer novamente.
Um eleitor sucessivamente enganado perde a confiança no próprio país.
Um homem que tem sua honra violada torna-se desconfiado para com todos.
Não seja de estranhar uma sociedade ora acuada pelo medo, ora afoita na violência. Capaz de exigir justiça num momento e linchar o delinquente em circunstâncias de loucura coletiva.
Prega a ética e a dignidade, a verdade e a transparência em discursos veementes para às ocultas se permitir o estelionato moral, acumulando haveres de maneira indevida e ferindo de morte a frágil construção da própria dignidade.
Essa insegurança ética, essas condutas reprocháveis, esse fingimento quase generalizado tem produzido uma geração imatura e sem base para avanços mais consistentes na edificação de uma nova sociedade.
Entretanto, a Divindade jamais abandonou o ser pensante à própria sorte. Periodicamente, missionários do amor e da virtude mergulham no corpo, renovando a esperança e despertando consciências. Humildes e despojados, se fazem exemplo para milhões no campo das renúncias e da fidelidade ao bem. Espalham flores onde os cardos medravam agressivos. Sugerem caminhos, emulando cada um a levantar-se das próprias
fragilidades e, tomando cada qual a sua cruz, seguirem adiante.
Não escrevem compêndios de moral, tornando-se verborrágicos. Dão exemplos e os exemplos valem mais do que uma biblioteca inteira.
Derrubados pelos servos das sombras, se erguem cada manhã, enaltecendo a vida.
Oram e aram o solo ubérrimo de suas e das vidas alheias com as sementes dos testemunhos.
Estão no mundo, mas não são mundanos.
Não são reféns do pretérito, nem ansiosos pelo futuro. Vivem cada dia como se fosse o último, tecendo, longe dos holofotes e das vitrines da fama, a edificação da nova era, profundamente vinculados ao amor que os abrasa.
Certamente que elegeste em algum momento de tua vida teus heróis. Te fizeste entusiasmado defensor desta ou daquela personalidade de renome. Cerraste fileira com este ou aquele vulto, hipotecando apoio e admiração.
Hoje, notas que passaram…
Qual ventania impetuosa, chegaram causando febricidade e renovação, presentemente desmoralizados pelos atos contrários ao que pregavam.
Te sentes ovelha sem pastor, discípulo sem mestre, barco sem bússola.
Estaciona por instantes no teu oásis íntimo. Deixa esse deserto de incertezas. Isola esses ídolos de barro.
Recorda o herói da cruz.
Escolheu Seu berço numa manjedoura, começou Seu messianato num lago entre pescadores rudes e encerrou Seu périplo material entre os homens numa trave de agonias e dores.
Nunca prometeu reinos passageiros, nem se valeu da política do mundo para assegurar privilégios a quem quer que seja.
Nos pediu apenas misericórdia e fez do amor Sua mensagem mais convincente.
Eis teu maior herói, teu maior paradigma!
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos

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